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Fazenda do Longa produz toneladas de arroz

Nicolau Vasco| Longa

A segunda fase do programa de produção de arroz, na Fazenda Agro-Industrial do Longa, na comuna do Cuito Cuanavale, está a ser ampliada para uma área total de mil hectares de terra, com vista a produzir três mil toneladas do cereal, no próximo ano.

Ministro da Agricultura Pedro Canga na companhia do governador Higino Carneiro verificam a qualidade do arroz do Longa
Fotografia: Nicolau Vasco| Longa

Para constatar os trabalhos no espaço agrícola, que fica a 87 quilómetros do Menongue, capital do Kuando-Kubango, o ministro da Agricultura, Afonso Pedro Canga, acompanhado do governador da província, Higino Carneiro, efectuou na sexta-feira, uma visita ao local, que serviu para ver o andamento dos trabalhos de preparação das terras, que já atingiram 90 por cento de execução, ou seja, 900 hectares estão prontos para cultivo.
No Longa, o ministro visitou também o local onde está a ser instalada a fábrica de descasque de arroz, com uma capacidade de processamento de nove mil toneladas dia, e que deve ser inaugurada antes do final do ano.

Fábrica de descasque

Afonso Pedro Canga referiu que os trabalhos de montagem da  fábrica caminham para a recta final, assistindo-se neste momento ao acerto de pequenos pormenores e ajuste dos equipamentos de última geração, que deve contar também com uma área de embalagem e rotulagem dos pacotes que vão ser postos no mercado. Por esse motivo, a colheita da época passada de 1.300 toneladas de arroz, que compreendeu a primeira fase, ainda não foi lançado oficialmente no mercado, devido a um ligeiro atraso na conclusão da montagem da fábrica de descasque.
O Executvio está a investir 7,657 mil milhões de kwanzas na fazenda agro-industrial do Longa, para a produção de arroz à escala nacional, dotar o empreendimento de infra-estruturas sociais de apoio às comunidades, para num futuro breve se acabar com a importação deste cereal mais consumido em Angola, explicou o ministro.
O investimento do Longa, frisou, pela sua grandeza, tem como meta começar a produzir nos próximos anos entre 15  a 20 mil toneladas de arroz, sendo para tal estabelecidos dois períodos de colheita.
“Estamos a aplicar uma tecnologia moderna, necessária para dinamizar a produção de sistema de arroz, para garantir uma segurança alimentar nacional, para impulsionar o rápido desenvolvimento do país e em particular do Kuando-Kubango, de forma a baixar os níveis de pobreza e de desemprego no país”, declarou Pedro Canga.

Sistema de rega permanente

Para o efeito, os cerca de mil hectares vão contar com um sistema de rega permanente, com uma rede de canais abertos a toda a dimensão do terreno, e canais abertos para a drenagem e fornecimento de água no período de escassez de chuvas. Em termos de infra-estruturas, o projecto, depois de estar concluído, vai ter uma área de apoio administrativo de 900 metros quadrados, uma área residencial de 5.250 metros quadrados para acomodar o pessoal e sete estações de operação para instalação de máquinas, armazenamento, sala de gerador a diesel, abastecimento de água, dormitórios, maquinaria e equipamentos, entre outros meios.

Apoio aos agricultores

A fazenda agro-industrial vai envolver, ainda, apoios aos agricultores do Longa, como a construção de um centro de formação, fornecimento de serviços de mecanização agrícola, bem como a estruturação e funcionamento de uma rede de factores de produtos aos agricultores ou camponeses locais.
O ministro da Agricultura informou que a par da produção de arroz, que também está a ser expandida a outras regiões do país, o seu ministério está apostado no incentivo das políticas de uma agricultura familiar, que, além da diversificação dos alimentos do campo, tem como principal objectivo acabar com a fome e a miséria no seio das comunidades.
De acordo com Afonso Pedro Canga, o Executivo está a estudar mecanismos de atribuição de pequenas dotações financeiras, sob a espécie de financiamento, para potenciar os pequenos agricultores com tecnologias acessíveis que lhes permitam garantir uma permanente produção de alimentos, como forma também de acudir pontualmente aquelas províncias que se debatem com o problema da seca.

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