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Fraca adesão da juventude preocupa autoridades locais

Carlos Paulino | Menongue

A fraca adesão dos jovens da província do Kuando-Kubango às candidaturas para aquisição das 48 casas do bairro social da juventude está a preocupar as autoridades provinciais, revelou quarta-feira, em Menongue, o secretário executivo do comité provincial de avaliação das casas sociais do Programa “Angola Jovem”.

A fraca adesão dos jovens da província do Kuando-Kubango às candidaturas para aquisição das 48 casas do bairro social da juventude está a preocupar as autoridades provinciais, revelou quarta-feira, em Menongue, o secretário executivo do comité provincial de avaliação das casas sociais do Programa "Angola Jovem".
Luciano Luís Tambo salientou que até ao momento só registaram a entrega de dez processos para as candidaturas. O facto do casamento ser um dos requisitos está a contribuir, na sua opinião, para a pouca adesão dos jovens, e avançou que o comité de avaliação das casas vai prorrogar a data da entrega dos processos de candidaturas para o dia 28 de Março do ano em curso, uma vez que estava previsto para o dia 23 de Janeiro.
“Nesta altura, com o trabalho que realizámos nos meses de Novembro e Dezembro do ano anterior, na sensibilização e explicação sobre as candidaturas para o acesso das casas, não entendemos a fraca adesão dos jovens”.
Luciano Tambo acrescentou que esta é uma oportunidade que está a ser dada aos jovens e aqueles que ainda duvidam do projecto devem consultar o departamento da juventude para mais esclarecimentos.
Além disso adiantou que o comité provincial de avaliação está a trabalhar no sentido de saberem o porquê da pouca adesão dos jovens, tendo em conta que já fizeram muitos esclarecimentos e clarificou que apesar do projecto ter uma maior percentagem para os jovens casados, dos 23 aos 35 anos, que trabalham na função pública, os solteiros também podem concorrer.
Por outro lado, explicou, os 40 mil dólares americanos (valor de cada residência) não vão ser entregues logo na entrada, mas sim pagos por etapas, por um prazo de 15 anos, tempo suficiente para os jovens poderem pagar as casas.
Por fim, lamentou o facto do Governo central estar a trabalhar para o bem-estar dos jovens e estes não aderirem, sublinhando que “isto é muito vergonhoso por parte da juventude e muito em particular da província do Kuando-Kubango”.

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