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Governador denuncia irregularidades

Nicolau Vasco | Mavinga


O governador do Cuando Cubango, Higino Carneiro, exortou na vila de Mavinga, os administradores municipais a prestarem toda a atenção às zonas mais recônditas da região, onde a população enfrenta graves problemas por falta de bens e serviços sociais básicos.

Governador provincial do Cuando Cubango
Fotografia: www.jaimagens.com

Depois ter visitado várias aldeias e ombalas das comunas de Cutuilo, Cunjamba e Luengue, Higino Carneiro disse ter constatado com “tristeza” a inexistência de serviços sociais básicos para a população, não obstante o envio, pelo Executivo, de verbas para melhorar o nível de vida das comunidades.
Num encontro com os administradores municipais, o governador deplorou o estado em que vivem as populações das zonas mais recônditas e notou “graves irregularidades” na gestão das verbas financeiras. Sublinhou que o dinheiro disponibilizado não justifica a escassez que se vive no interior da província do Cuando Cubango.
"Os administradores municipais são o elo de ligação entre a população do interior do Cuando Cubango e o Governo Provincial, mas das visitas que estou a efectuar no interior da província verifiquei existir uma fraca atenção, pois alguns administradores não prestam o apoio necessário nestas localidades”, sublinhou o governador Higino Carneiro, prometendo tomar uma posição para inverter a situação. />
Verbas mal geridas

Considerou “muito grave” e “intolerável” que as verbas colocadas mensalmente à disposição das Administrações Municipais e comunais sirvam para comprar combustíveis para as viaturas de trabalho, geradores, material gastável, recargas para os telefones satélite e até papel higiénico e não para resolver os problemas básicos da população.
O governador referiu que muitos administradores municipais atropelam os princípios da gestão da coisa pública, ao ficarem com quase todo o dinheiro, sem pensarem nos administradores comunais, seus adjuntos e muito menos na população e alertou para o facto de muitos poderem vir a enfrentar as barras dos Tribunais.
Os administradores municipais têm visitado poucas vezes as comunas para avaliar o seu grau de desenvolvimento e recolher informações pontuais sobre a vida nas comunidades, disse o governador Higino Carneiro, notando que os seus adjuntos pouco podem fazer por falta de condições laborais.

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