Províncias

Governador quer fazer da província o maior celeiro

Carlos Paulino| Menongue

O Governo Provincial do Cuando Cubango está apostado num projecto que envolve vários sectores, sobretudo na área alimentar, com vista a transformar, nos próximos tempos, a região no maior celeiro do país, informou o governador Higino Carneiro.

Cuando Cubango dispõe de grandes recursos naturais e a Argentina está disposta em fornecer meios tecnológicos de última geração
Fotografia: Carlos Paulino

Para dar início ao projecto, foi rubricada uma carta de intenção entre os presidentes da Câmara de Comércio e Indústria do Cuando Cubango (Angola) e de La Pampa (Argentina), para o fornecimento de equipamentos tecnológicos, prestação de assistência técnica, formação profissional e envio de quadros argentinos para impulsionar o sector agro-pecuário da província.
A assinatura da carta que foi testemunhada pelo embaixador de Angola na Argentina, Hermínio Escórcio.
O acordo assinado contempla também a realização de feiras agro-industriais e pecuárias, trocas de experiência e visitas recíprocas para identificação das áreas de investimentos, parcerias empresariais e potenciar a economia dos dois países.
O governador do Cuando Cuabango está optimista e acredita que num curto espaço de tempo, a província vai trilhar no caminho pretendido, no sentido de melhorar as condições de vida das populações, sobretudo as que vivem nas áreas mais recônditas.
O Governo Provincial está de braços abertos para receber e apoiar todas as iniciativas de empresários nacionais e estrangeiros, que pretenderem investir no Cuando Cubango, sobretudo nos sectores da hotelaria, turismo, comércio, agricultura, pecuária e geologia e minas.

Oportunidades de negócio

Higino Carneiro defendeu que quem investe no Cuando Cubango “tem mais oportunidades e benefícios em relação às outras regiões do país que estão mais próximas de Luanda. “Refiro-me  sobretudo àquelas que estão na zona litoral, tendo em vista que a província é praticamente virgem em quase todos os sectores”. O presidente da Câmara de Comércio e Indústria da província de La Pampa, da Argentina, Jorge Sobrero, disse que o diploma do acordo assinado demonstra coragem, tendo em conta que as duas regiões estão situadas em continentes diferentes e separadas por mais de dez mil quilómetros, mas que o seu país vai fazer tudo para que esta cooperação possa dar frutos desejados e contribuir para o crescimento da província do Cuando Cubango.
“Este foi o primeiro passo e representa o início de um trabalho conjunto, que vai requerer conhecimento prévio e confiança mútua”, disse o empresário argentino, acrescentando que a cooperação vai permitir fortalecer ainda mais os laços de amizade entre Angola e Argentina, que estão numa era de franco crescimento.

Riqueza de recursos

Jorge Sobrero reconheceu que a província do Cuando Cubango tem uma riqueza fenomenal em termo de recursos naturais e que, com a grande experiência e o apoio que o seu país vai fornecer com meios tecnológicos de última geração, vai ser uma mais-valia para a sua exploração. “O projecto é para nós o ponto de partida para que outros países do continente africano recebam os produtos argentinos e que Angola assuma uma representação de extrema importância no território argentino”, precisou.
O presidente da Câmara de Comércio e Indústria da província de La Pampa afirmou que 60 por cento das receitas arrecadadas para os cofres do Estado do seu país são provenientes do sector agro-pecuário. Angola tem condições propícias para o efeito e para além de diversificar a economia local, vai deixar de depender grandemente do petróleo.

Arregaçar as mangas

O presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Cuando Cubango, Longui António Bongo, disse que o acordo constitui um momento impar nas relações bilaterais entre Angola e Argentina, e acredita que vai impulsionar o sector agro-industrial e pecuário do sudeste do país.
Longui António Bongo lançou u repto aos homens de negócios da província no sentido de arregaçarem as mangas, para que os objectivos sejam alcançados e que os investimentos que vão ser feitos pelos empresários argentinos possam ajudar a dar passos gigantescos para o desenvolvimento socioeconómico da região.
O presidente da Câmara de Comércio e Indústria do Cuando Cubango lamentou o facto de apenas 55 empresas na província estarem inscritas na instituição, porque muitos empresários desconhecem as vantagens de se inscreverem.

Tempo

Multimédia