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Governo de Luanda apoia vítimas da seca

Weza Pascoal | Menongue

O Governo de Luanda entregou ontem, na cidade de Menongue, no Cuando Cubango, 300 toneladas de bens de primeira necessidade, para acudir as mais de 350 mil pessoas afectadas pela seca.

Donativo foi entregue oficialmente à vice-governadora para o Sector Político, Económico e Social
Fotografia: Nicolau Vasco | Edições Novembro | Cuando Cubango

Do donativo, constam produtos como feijão, farinha de milho, arroz, açúcar, massa alimentar, óleo vegetal, sal, água mineral, kits de higiene, roupa, omo, sabão, entre outros bens, transportados para o Cuando Cubango por 14 camiões. 

A província do Cuando Cubango tem um registo de mais de 70 mil famílias afectadas pela seca, que correspondem a 350 mil habitantes, que viram as suas culturas destruídas e que precisam, sobretudo, de apoio em bens alimentares.
O chefe de Departamento Nacional para Logística de emergência do Serviço de Protecção Civil e Bombeiros, José Kabalo, disse que a onda de solidariedade está a ajudar a minimizar as dificuldades da população afectada pela seca.
“Encontrámos vários constrangimentos para chegar ao Cuando Cubango, principalmente por causa das vias de acesso que não estão em perfeitas condições, mas isso não nos impediu de continuar com a nossa tarefa, porque sabemos que os nossos irmãos estão a precisar destes bens”, disse.
A vice-governadora provincial do Cuando Cubango para o Sector Político, Social e Económico, Sara Luísa Mateus, agradeceu o gesto do Governo de Luanda, tendo em conta que os bens doados vão ajudar a suprir a carência de alimentos que as populações afectadas pela seca enfrentam.
“Recebemos os bens e vamos planificar de imediato como será feita a distribuição, mas a prioridade recai para os municípios do Cuangar, Calai, Dirico, Rivungo e Mavinga, onde as populações estão a alimentar-se de frutas silvestres e a abandonar as terras de origem para as vizinhas repúblicas da Zâmbia e Namíbia, à procura de alimentos.”
Sara Luísa Mateus explicou que a província tem recebido nos últimos dias muitos apoios, que têm ajudado a população carenciada a ultrapassar algumas dificuldades.
Salientou que até ao mo-mento o Cuando Cubango já recebeu mais de mil toneladas de bens diversos, que foram distribuídos às vítimas da seca, doados pelos governos da Lunda-Norte, Luanda, Bié, Benguela, empresários locais, igrejas e a sociedade civil.
A governante garantiu que o governo local vai continuar a apoiar as vítimas da seca, até que as populações possam cultivar e colher, para conseguirem o sustento das suas famílias.

Milhares de mosquiteiros distribuídos em Menongue

 

Mais de três mil mosquiteiros impregnados com insecticida de longa duração foram distribuídos, no final de semana, no município de Menongue, província do Cuando Cubango, durante uma feira da saúde.
O director municipal da Saúde, João Chihinga, disse que a feira enquadra-se nas festividades da cidade de Menongue, a assinalar-se no próximo dia 21, e serviu igualmente para passar informações aos cidadãos sobre os cuidados a terem durante a época chuvosa.
João Chihinga explicou que durante a feira foram realizados testes rápidos de malária, gravidez, VIH,/Sida, glicemia, bem como medição da pressão arterial, pesagem, entre outros serviços. A Direcção Municipal da Saúde, acres- centou, tem medicamentos suficientes para atingir cerca de 100 mil munícipes, em feiras a serem realizadas em todas as comunas do município de Menongue.
Foram ainda realizadas palestras para desencorajar os cidadãos que criam hortas nos quintais, o que tem contribuído para o aumento dos casos de malária e de outras doenças oportunistas.
“Queremos preparar a população sobre os cuidados a ter na época chuvosa, sobretudo com as crianças, como tratar a água para beber. Temos visto que em alguns bairros os quintais são transformados em hortas, na época chuvosa, situação que tem acarretado custos elevados à saúde e ceifado muitas vidas,” disse.
Sem avançar dados, o director municipal da Saúde disse que os casos de malária em Menongue têm vindo a baixar consideravelmente, tendo em conta as campanhas de sensibilização realizadas nas unidades sanitárias, bem como a distribuição de mosquiteiros.
João Chihinga aconselha a população a acatar e pôr em prática os conselhos dos técnicos da Saúde, no sentido de ajudarem a cumprir com as metas preconizadas, que visam a erradicação da malária em Angola até 2030.

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