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Governo Provincial constrói dezenas de salas

Nicolau Vasco | Menongue

O sector da Educação no Kuando-Kubango vai beneficiar, nos próximos dois anos, de 168 novas salas, para inserir 200 mil crianças em idade escolar, que se encontravam fora do sistema normal de ensino.

Uma das salas recentemente inaugurada para que mais crianças possam estudar
Fotografia: Nicolau Vasco

O sector da Educação no Kuando-Kubango vai beneficiar, nos próximos dois anos, de 168 novas salas, para inserir 200 mil crianças em idade escolar, que se encontravam fora do sistema normal de ensino.
 O facto foi revelado segunda-feira pelo vice-governador para o sector político e social, Pedro Camelo, durante o acto de abertura do ano lectivo de 2011, onde anunciou também a aquisição, no decurso do primeiro trimestre do corrente ano, de 35 mil batas escolares, para distribuir às crianças desfavorecidas de toda a província.
 A instalação de bibliotecas e de laboratórios académicos nas escolas do I e II ciclo, bem como promover acções de capacitação dos professores e gestores escolares, apoiar os programas de acompanhamento e supervisão das escolas, de estudantes e troca de experiências com as outras províncias do país constam igualmente dos planos do Governo provincial.
 Em relação ao programa de merenda escolar, o vice-governador sublinhou que este ano o mesmo será extensivo a todas as escolas da província, para garantir resultados positivos na aprendizagem, manutenção e assiduidade dos alunos, com realce para os que estudam no interior do Kuando-Kubango, onde as carências são mais acentuadas.
 O director provincial da Educação, Manuel Cafussa, disse que para o presente ano lectivo foram matriculados cerca de 175 mil alunos, nos diversos subsistemas de ensino, contra 165.496 do período anterior, mercê da entrada em funcionamento de sete novas escolas do ensino de base e o reforço do quadro docente, em obediência ao concurso público realizado em 2010.
 Manuel Cafussa sublinhou igualmente que o sector da Educação debate-se com a falta de laboratórios de Química, Física e Biologia, recintos para a prática de educação física e desporto escolar, residências para os professores, internatos para os estudantes, pagamentos de subsídios, contratos dos directores e dificuldades de expansão do ensino superior nos restantes municípios da província.
  “O reforço consentido durante o ano passado remete-nos a uma reflexão muito séria para que possamos direccionar as nossas acções, na perspectiva de um crescimento do ensino com qualidade em todos os municípios da província, uma gestão financeira para que possamos ter no futuro quadros com qualidade”, concluiu.

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