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Há mais mestres de artes e ofícios com boa formação

Nicolau Vasco | Menongue

O mercado de trabalho, a nível da província do Cuando Cubango, conta a cada ano que passa com dezenas de técnicos lançados pelo Instituto Nacional de  Emprego e Formação Profissional (INEFOP), que, desde 2002, já colocou à disposição das empresas e não só um total de 8.362 profissionais.

Curso de mecânica consta entre os mais procurados pelos jovens nos pavilhões de artes e ofícios existentes na província do Cuando Cubango
Fotografia: Nicolau Vasco

Os técnicos estão formados nas áreas de alvenaria, agricultura, contabilidade, canalização, carpintaria, corte e costura, electricidade, inglês, informática, mecânica, pastelaria, hotelaria, pecuária, secretaria e gestão.
O chefe dos serviços provinciais do INEFOP, Simão Inácio, revelou, sexta-feira, esta informação, durante a visita que o ministro dos Patriotas e Veteranos da Coreia do Sul, Park Sung Shoon, e o seu homólogo angolano, Cândido Van-Dúnem, efectuaram à sua instituição, para se inteirar do seu funcionamento.
Simão Inácio explicou que, dos 8.362 finalistas, 4.687 são ex-militares e seus dependentes, formados nos centros integrados de formação profissional de Menongue e nos pavilhões de artes e ofícios do Cuchi e do Cuito Cuanavale.Além das instituições acima referidas, outros técnicos saíram de três centros móveis de formação profissional, instalados em igual número de camiões. Para este ano, o chefe dos serviços provinciais do INEFOP disse que 1.999 estão em formação, dos quais 239 são ex-militares e seus dependentes.
O responsável realçou que, actualmente, os centros de formação e os pavilhões de artes e ofícios carecem de equipamentos, para conciliar a teoria à prática. Simão Inácio afirmou que os cursos com mais adesão por parte dos formandos têm sido os de informática, corte e costura, electricidade e serralharia, tendo em conta a maior facilidade no acesso ao emprego, sobretudo nas empresas de construção civil e de prestação de serviços.
Mas, neste momento, por causa da situação de crise que o país vive, as empresas de construção civil e de prestação de serviços, as que mais absorvem a mão-de-obra saída dos centros, estão em estado de falência e algumas até já encerraram as portas.Simão Inácio realçou que o INEFOP, no Cuando Cubango, tem registado, nos últimos tempos, uma grande procura, sobretudo de desmobilizados, mas, devido à exiguidade de espaço, a instituição não tem conseguido dar resposta a uma boa parte de candidatos.
O responsável solicitou ao governo provincial para envidar esforços com vista à construção de mais centros e pavilhões de artes e ofícios em todos os municípios e comunas da região. “Desta forma, daremos mais oportunidades de formação aos jovens e desmobilizados, principalmente àqueles que vivem nas áreas mais recônditas”, disse.

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