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Hospital central com serviços limitados

Weza Pascoal | Menongue

O hospital central de Menongue, no Cuando Cubango, está a trabalhar a meio gás devido às obras de reabilitação e à escassez de equipamentos nas áreas de medicina, ortopedia e cirurgia geral.

Serviços de ortopedia e cirurgia funcionam numa única enfermaria por falta de espaço
Fotografia: Jornal de Angola

O director do hospital, Jacinto Guedes, disse que, apesar das referidas limitações, a unidade assiste diariamente mais de 150 pacientes, o que obriga os técnicos a fazerem uma grande ginástica. Mas, esta fase difícil está perto do fim, uma vez que as obras decorrem a bom ritmo. Quando terminarem, o hospital vai ser apetrechado com equipamentos modernos para os serviços de dermatologia, estomatologia, oftalmologia, Raio X e urologia.
Actualmente, por falta de equipamentos em quase todas as áreas de serviço, as consultas são feitas com défice de rigor técnico, o que obriga à transferência de pacientes com diagnóstico reservado para outros hospitais da província.
A capacidade real do hospital é de 150 camas, mas, devido às obras de restauro, está reduzida a 84 camas, razão pela qual muitos pacientes são internados em enfermarias improvisadas em corredores.
Jacinto Guedes salientou que a cirurgia e ortopedia funcionam numa única enfermaria por falta de espaço no hospital de Menongue, enquanto decorrem os trabalhos de reabilitação, que também já atingiram o Raio X e o bloco operatório, o que obriga a unidade sanitária a limitar-se às pequenas cirurgias. Sobre o facto de haver pacientes do Cuando Cubango recusados nos hospitais do Huambo, para onde diariamente são transferidos entre sete a nove doentes, Jacinto Guedes expicou que “houve um mal entendido por parte de alguns profissionais de saúde da outra província e, infelizmente, os pacientes evacuados tiveram de regressar sem qualquer assistência”.
Esta situação faz parte do passado, garantiu, depois de ter sido realizada uma reunião entre responsáveis das duas unidades hospitalares. Agora, os doentes do Cuando Cubango já recebem tratamento no Huambo, sem problemas.Actualmente, os cerca de 150 doentes atendidos por dia e 58 internados aparecem, na sua maioria, com problemas de malária, VIH/Sida, fracturas ósseas, doenças respiratórias e diarreicas agudas, tuberculose, entre outras patologias resultantes do consumo de água imprópria.
O director referiu que o hospital provincial possui área de medicina interna, ortopedia e cirurgia geral e, com base nos trabalhos de requalificação, vão ser introduzidos os serviços de estomatologia, dermatologia, oftalmologia e urologia, especialidades muito solicitadas pelos pacientes.
Apesar das obras, o hospital de Menongue vai continuar a ser demasiado pequeno para cobrir a procura, problema que só deve ser ultrapassado quando entrar em funcionamento o futuro hospital geral do Cuando Cubango.

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