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Hospital provincial precisa de médicos

Carlos Paulino | Menongue

O hospital provincial do Kuando-Kubango necessita, urgentemente, de mais 13 médicos para satisfazer as necessidades, revelou o director do estabelecimento.

Médicos cubanos vieram minimizar as carências. reforçando a assistência à população
Fotografia: Nicolau Vasco

O hospital provincial do Kuando-Kubango necessita, urgentemente, de mais 13 médicos para satisfazer as necessidades, revelou o director do estabelecimento.
João Chihinga Solochi, que falava por ocasião do Dia Nacional do Médico, assinalado em 27 de Janeiro, disse que se tem registado “uma invasão de pacientes” e que não tem sido possível atender todos por falta de médicos.
“Algumas vezes contamos com apoio de colaboradores, que são técnicos médios e básicos que têm feito tudo para salvar vidas, mas isso não é suficiente” afirmou.
João Solochi referiu que “o dia-a-dia dos médicos no hospital é muito difícil”, porque o hospital, que tem capacidade para trabalhar com mais de 30 médicos, só funciona com 17 para um universo de 150 mil habitantes.
O aumento do número de violações sexuais de menores, os acidentes de viação e malária, entre outras patologias, disse, obriga os médicos a estarem quase permanentemente no hospital.
 
Hospital carece meios 
 
O hospital, garantiu, enfrenta muitas dificuldades, especialmente de espaço para internamento dos doentes e quartos para os médicos passarem as noites.
Esta situação, lamentou, tem criado muitos transtornos, porque quando os pacientes precisam de assistência à noite, geralmente não há médicos.
Além disso, disse, hospital não tem, neste momento, nem uma ambulância, pelo que os doentes dependem de familiares que têm carro para os transportar.
As áreas com mais falta meios são as de diagnóstico e terapêutica. Não têm nenhum aparelho de Raio X a funcionar.
A Direcção do hospital, declarou, gostava de criar “certas especialidades, mas precisa, para isso, de apoio do Governo, para a aquisição de aparelhos, que são caros” e o estabelecimento “não tem possibilidades de o fazer”.
“O país ainda enfrenta dificuldade em alguns sectores devido a guerra, está a recuperar dos escombros e o Governo não pode fazer tudo de uma vez”, reconheceu, adiantando: “Com o passar do tempo tudo vai ser diferente e teremos uma saúde melhor do que agora”.
João Chihinga disse que o Kuando-Kubango precisa de um novo hospital, com maior capacidade, tendo em conta um crescimento populacional.
O director disse que as relações com os médicos estrangeiros são excelentes.

 Cooperação e formação
 
João Chihinga elogiou a cooperação entre Angola e Cuba no sector da saúde, considerando-a “bastante benéfica”.
“Os médicos cubanos vieram minimizar as carências, reforçando a capacidade de resposta a nível da saúde que o país pretende”, disse.
Disse que alguns tempos atrás, o sector da Saúde na província do Kuando-Kubango não
“A cooperação entre Angola e Cuba na área da saúde veio reforçar a longa amizade entre os dois países”, acrescentou.   
 
Processo de formação
 
João Chihinga defendeu que o “Governo deve continuar a investir no processo de formação do homem, principalmente no ramo da saúde, para que haja mais médicos angolanos.
Neste momento, sublinhou, a província, em termos de saúde, está a viver praticamente da cooperação estrangeira.

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