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Identificadas zonas de risco na província

Lourenço Bule | Menongue

A Comissão Provincial de Protecção Civil do Cuando Cubango identificou 51 zonas de risco iminentes em toda a extensão da província, revelou, em Menongue, o chefe da secção de planeamento e operações do Comando Provincial do órgão da Polícia Nacional.

Francisco Dala disse que as zonas de risco foram identificadas pela comissão no exercício das suas obrigações de localização, constatação, levantamento, prevenção e mitigação dos desastres colectivos de origem natural ou tecnológico.
O chefe da secção de planeamento e operações do Comando Provincial de Protecção Civil e Bombeiros disse que as áreas foram identificadas no município de Menongue, com mais zonas de risco, num total de 12, Calai com nove, Cuito Cuanavale (oito), Cuangar (sete), Cuchi (cinco), Rivungo (quatro), Dirico (dois) e igual número para Nancova e Mavinga.
Estas zonas são consideradas de risco por se situarem próximo dos rios Cuando, Cubango, Cuchi, Cuebe, Cuelei, Luahúca, Cuito, Cubia e Luengue.
“Quando chove, a tendência é de aumentar o caudal, causando inundações e ataques constantes de jacarés e hipopótamos às populações”, disse o chefe de departamento.
Francisco Dala acrescentou que outras zonas de risco estão localizadas ao longo das ravinas, sobretudo no Cuito Cuanavale, áreas de descargas atmosféricas e arenosas, causando assim destruição de casas, escolas, unidades sanitárias, igrejas, pontes, estradas, isolamento de famílias e restrição da circulação de pessoas e bens.
Além destes danos, as inundações podem ainda causar aumento de doenças diarreicas agudas, malária, infecções na pele, febre tifóide, conjuntivite, absentismo elevado no serviço por motivos destas enfermidades ou de mortes, aumento das despesas para aquisição de medicamentos e sobrelotação nos hospitais da região.

Estratégias de actuação

Como estratégia, Francisco Dala referiu que a comissão, em casos de calamidades naturais, perspectiva a criação e a aplicação do Plano local de Preparação e Resposta (PPR) e a formação de comissões municipais de protecção civil.
Outras estratégias têm a ver com a potencialização da subcomissão executiva provincial e das comissões municipais de capacidade interventiva, para responderem às exigências do processo de preparação, prevenção e resposta, em colaboração com as organizações da sociedade civil. As operações de protecção civil encontram-se previstas, dispostas e sistematizadas de acordo com a Lei nº 28/03 de 07 de Novembro, que define no ponto primeiro do artigo 20, que em situação de acidentes graves, catástrofes ou calamidades e de perigo de ocorrência destes fenómenos são desencadeadas acções em harmonia com os programas e planos de emergência previamente elaboradas.
“Em caso de activação do PPR, deve ser articulado com outros planos municipais, provinciais, regionais ou nacionais de emergência, podendo estes ser especiais, expandindo as coordenações técnicas e operacionais dos meios a empenhar e a adequação das medidas de carácter excepcional a adoptar”.

Obras em curso

Na região, refira-se, estão em curso diversas acções de impacto social para melhorar a qualidade de vida da população.
Das obras em curso destaque para as dos sectores da Saúde e da Educação, que visam baixar os índices de mortalidade nas comunidades e melhorar o processo de ensino e aprendizagem.
As vias de acesso também estão a ser reabilitadas, para melhorar as trocas comerciais e facilitar o escoamento de produtos agrícolas.

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