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INADEC realiza campanhas de controlo na quadra festiva

Nicolau Vasco e Weza Pascoal | Menongue

A sucursal do Instituto Nacional da Defesa do Consumidor (INADEC) no Cuando Cu­bango, em parceria com o Departamento Provincial da Inspecção do Ministério do Comércio estão a realizar, desde a semana passada em toda província, uma campanha de sensibilização aos comerciantes para evitar a subida de preços dos bens de primeira necessidade durante a quadra festiva.

Supermercados na cidade de Menongue estão abarrotados com produtos de primeira necessidades
Fotografia: Edições Novembro

O chefe de departamento de inspecção local do INADEC, Manuel Mateus, disse ao Jornal de Angola que além dos trabalhos de sensibilização aos agentes económicos para não praticarem preços exorbitantes, a acção do seu sector em conjunto com o Ministério do Comércio, visa, também, inspeccionar e saber o nível de prontidão de todas unidades comerciais, mercados, lojas e cantinas para o atendimento às populações durante as festas natalícias. “Não há razões para a subida dos preços dos principais produtos alimentares”, sublinhou.
Paralelamente ao controlo de preços, Manuel Mateus disse que  o INADEC está a trabalhar, em colaboração com a Polícia Económica e outras entidades afins, para evitar a entrada na província de bens alimentares deteriorados ou impropérios para o consumo, obrigando, deste modo, os agentes económicos a apresentarem as facturas de aquisição dos  produtos, a fim de se efectuar os cálculos em relação a qualidade, os preços de compra e os custos de transportação para se estabelecer o valor de venda”.
“A brigada integrada por elementos da Polícia Económica, INADEC e da Inspecção da Saúde, vai durante o período da quadra festiva inspeccionar todos os estabelecimentos comerciais grossistas e de venda a retalho, para verificar como es­tão armazenadas as mercadorias, o local de aquisição, estado de higiene, rótulo dos produtos, entre outros requisitos plasmados na lei,” informou.
O responsável do INADEC alertou ainda que o comerciante que praticar preços exorbitantes, será punido à luz da lei em vigor.
A reportagem do Jornal de Angola apurou que os agentes económicos grossistas e retalhistas têm produtos suficientes para a demanda dos clientes, pois os seus estabelecimentos estão abarrotados com bens essenciais, sobretudo, os que constituem a cesta básica.
Nos vários estabelecimentos comerciais, o saco de arroz de 25 quilogramas está a ser vendido a 5.400 kwanzas, a caixa de massa alimentar ronda entre os 1.900 a 2.600, a caixa de óleo está entre os 4.400 aos 4.850 kwanzas. Enfim, os populares na província do Cuando Cubango não têm motivos de queixa em termos de aquisição dos bens alimentares de primeira necessidade.
Por outro lado, ainda no âmbito da quadra festiva, o director provincial do Ministério da Saúde, Mirco Macai, disse ao Jornal de Angola que as unidades hospitalares na província estão preparadas, com meios técnicos e recursos humanos, para atender os casos de urgências que eventualmente ocorrem.

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