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Incêndio na central térmica deixa a cidade sem energia

Carlos Paulino | Menongue

A cidade de Menongue,  capital da província do Cuando Cubango, está sem energia eléctrica desde a noite de terça-feira, devido a um incêndio de grande proporção que deflagrou na actual central térmica composta de sete grupos geradores, com capacida-de de gerar dez megawatts.

Incêndio de grandes proporções afectou sobremaneira dois geradores da central térmica
Fotografia: Nicolau Vasco | Edições Novembro

O chefe da central, Ernesto Tchissingui, disse ao Jornal de Angola que o incêndio ocorreu por causa de um curto-circuito no gerador n.º 7, que consequentemente abrangiu mais a gerador nº6.
 “ O gerador n.º 7, de onde partiu o incêndio,  era o único que não apresentava muitos problemas. Portanto, era um dos melhores da central”, disse Ernesto Tchissingui, acrescentando que,  “ será necessária uma grande intervenção para a recuperação de duas máquinas danificadas porque muitas peças têm de ser substituídas”.
 Ernesto Tchissingui apontou problemas técnicos e altas temperaturas que se registam na província como as principais causas do incêndio, avançando que uma  equipa técnica da Prodel, empresa encarregada da produção de energia, está a “trabalhar afincadamente” para restabelecer o fornecimento de energia nas próximas horas.
“Depois dos trabalhos, se houver sinal de que não haverá curto-circuito, vamos repor o fornecimento de energia em cerca de 50 por cento para que a cidade não continua às escuras. Pensamos restabelecer a produção em cerca de cinco megawatts”, sublinhou.
Os técnicos da Prodel, segundo Ernesto Tchissingui, estão a fazer o isolamento do sistema eléctrico e de conduta de abastecimento de gasóleo das duas máquinas avariadas   “para que não impeçam o funcionamento das outras”.  
O grupo de geradores da central térmica de Menongue apresenta, há algum tempo, várias debilidades, registando-se  sistemáticas interrupções no fornecimento de energia à cidade nos últimos meses. Um dos geradores, segundo  o chefe da central, encontra-se avariado há cerca de dois meses.

 Extinção do incêndio
O porta-voz dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros, Júlio Muliata, disse que para extinguir o incêndio na central térmica, os  efectivos da instituição que dirige tiveram de utilizar mais de dez mil litros de água durante duas horas.
 O responsável informou que os Bombeiros estão a apurar as causas que estiveram na origem do incêndio,  “considerado de grande proporção”  pela equipa que esteve de serviço na altura do incêndio.

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