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Indícios de raptos de menores com tendência a aumentarem

Weza Pascoal | Menongue

A directora provincial do Cuando Cubango do Instituto Nacional da Criança (INAC), Aida Manuel, disse,  em Menongue, estar preocupada com o aumento do número de casos de alegados raptos de menores na região.

Ainda Manuel falava no acto de abertura da semana nacional de reflexão sobre a protecção da criança contra a violência, que decorre sob o lema “Protecção, Desenvolvimento Integral da Criança e Compromisso Nacional” e referiu que apesar de a sua instituição não ter conseguido ainda provas, nos últimos tempos se têm registado casos que indiciam raptos de menores.
O caso mais recente aconteceu esta semana, em que uma criança de seis meses foi raptada na casa dos seus pais, no Bairro Paz, arredores da cidade de Menongue, mas  felizmente, depois de três dias, ela foi encontrada pelos efectivos da Polícia Nacional e a autora do crime  se encontra em fuga, disse a directora provincial do INAC.
Aida Manuel recordou que outro caso ocorreu no ano passado em que três crianças, com idades compreendidas entre os 11 e os 13 anos, viajaram de comboio  da Província da Huíla até à cidade de Menongue e quando foram interpeladas pelas autoridades policiais alegaram ter recebido uma proposta de emprego para trabalhar no mercado informal, mas até hoje desconhece-se o cidadão que as mandou vir trabalhar. 
Por este facto, os órgãos judiciais na Província do Cuando Cubango   redobram esforços no controlo dos menores que viajam sem o acompanhamento de um familiar ou encarregado de educação. A directora do INAC acrescentou que a nível da província os crimes mais registados contra a criança são os de ofensas corporais e fuga à paternidade .

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