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INE prepara censo nas zonas recônditas

Cláudia Muhatili| Menongue

A coordenadora provincial do Instituto Nacional de Estatística (INE), no Kuando-Kubango, anunciou que estão criadas as condições técnicas e humanas para o arranque das actividades de reconhecimento cartográfico, mobilização e sensibilização da população sobre a importância do censo nas zonas de difícil acesso.

Censo é um instrumento que os governos utilizam para dirigir melhor os principais serviços sociais básicos às populações
Fotografia: Jornal de Angola

Débora Ferro fez este anúncio durante uma reunião com os membros do grupo técnico do INE e do governo local, com vista à apresentação do plano de actividades sobre a preparação e importância do censo geral da população e do reconhecimento cartográfico.
A coordenadora sublinhou que, para o êxito das actividades iniciadas na terça-feira, na comuna de Jamba Cueio, estão mobilizados dez agentes cartográficos e dois helicópteros da Polícia Nacional, entre outros meios logísticos.
Esta operação, com fim previsto para 29 de Setembro, para além da comuna do Jamba Cueio, vai abranger as localidades do Tchinguanja e Vissati (município do Cuchi), Tchipundo e Luiana (Rivungo), Cujamba-Dima e Catengo (Mavinga), Kandonga, Kayoko e Kalenguessa 1 e 2 (Cuito-Cuanavale), entre outras áreas de difícil acesso.
Débora Ferro salientou que a nível da província um total de 931 bairros de fácil acesso já foi alvo de reconhecimento cartográfico, mobilização e sensibilização da população sobre a importância do censo geral, uma actividade que vai ser realizada em todo o país em 2014. O vice-governador da província para o sector económico, Ernesto Kiteculo, disse que o censo populacional é um instrumento que os governos utilizam para direccionar melhor os principais serviços sociais básicos às populações, sobretudo aquelas que vivem nas zonas mais recônditas.
A partir do censo pode-se saber quantos postos de saúde, hospitais, escolas, habitações, estradas, toneladas de alimentos, entre outros, são necessários para atender às necessidades de uma certa localidade. Ernesto Kiteculo reconheceu que esta é uma missão muito difícil e reque a comparticipação de todos os cidadãos, porque “ainda há pessoas que desconhecem a importância do censo populacional”.

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