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Instituição com falta de dadores de sangue

A direcção da Cruz Vermelha de Angola (CVA) na província do Cuando Cubango precisa, de forma regular, de cesta básica de alimentos adequados para apoiar dadores de sangue controlados pela instituição, como forma de poderem participar activamente nas solicitações que as unidades hospitalares possam efectuar.

Secretário da Cruz Vermelha defende uma maior valorização dos dadores de sangue
Fotografia: Paulo Mulaza

A intenção foi manifestada em Menongue pelo secretário executivo provincial da CVA, João Henda, segundo o qual anteriormente eram controlados perto de 600 dadores de sangue, mas ultimamente há registo de desistência de muitos nesta actividade de caridade e irmandade, por falta de apoios alimentares e outros incentivos.
Sem adiantar números, disse à Angop que muitos ainda estão a prestar esta actividade de solidariedade, mas disse ser necessário que os dadores de sangue residentes na cidade de Menongue, capital do Cuando Cubango (onde se tem registado maior necessidade de assistência aos doentes com baixa hemoglobina, com destaque para crianças) sejam assegurados com apoios diversos, no sentido de não desistirem.
“Enquanto não houver kits de alimentação, vamos assistir muitas vezes a desmaios por parte dos dadores de sangue, depois de praticar esta acção. Se não forem assegurados, a instituição vai ser chamada à responsabilidade, um facto que não queremos que aconteça”, acrescentou. Os dadores devem merecer um custo de alimentação que a Cruz Vermelha não fornece por falta de possibilidades. Tal situação está a preocupar a direcção que dirige naquela região, onde a falta de sangue no Hospital Central de Menongue tem sido uma situação “gritante”.
A CVA está num processo de revitalização que beneficiou os municípios do Cuito Cuanavale, Menongue e Cuchi, que teve muito impacto positivo, com a adesão das comunidades, onde houve capacitação de 180 agentes comunitários. 

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