Províncias

Instituto Médio Agrário precisa de mais docentes

Weza Pascoal | Menongue

O Instituto Médio Agrário do Missombo, a 18 quilómetros da cidade de Menongue, pode encerrar as portas no presente ano lectivo, devido à falta de professores, meios de transporte e um internato para acomodar os alunos, revelou ontem o seu director pedagógico.

Aseres Agostinho defendeu a necessidade de o Governo Provincial velar pela conclusão das obras do internato, paralisadas desde 2014, e colocar mais  autocarros públicos no troço entre a cidade de Menongue e a comuna do Missombo, devido aos elevados custos dos táxis, fixados em 500 kwanzas, um preço incomportável para os estudantes.
Devido às dificuldades, o ano lectivo passado chegou ao fim quase que por “arrasto” e  dos 169 alunos matriculados 70 desistiram, 46 reprovaram e só 49 transitaram de classe, enquanto outros quatro se transferiram  para outros estabelecimentos de ensino, explicou Aseres Agostinho, que informou que em 2015 a instituição funcionou apenas com sete professores efectivos e 20 colaboradores. “Muitos  colaboradores chegavam a ficar cerca de um mês sem dar aulas e a direcção da escola não podia exigir muito deles, pois não eram remunerados”. Para o presente ano lectivo, a escola tem disponíveis 540 vagas para os cursos de produção animal e vegetal, técnico de tratamento e cuidados veterinários, aquicultura, apicultura e auxiliares de agricultura, pecuária e mecanização agrícola, adiantou Aseres Agostinho, mostrando-se  preocupado com a fraca adesão de candidatos.
“Estamos a registar uma fraca adesão de candidatos, as obras do internato com uma capacidade de albergar perto de 400 alunos internos continuam paralisadas, há falta de professores e remuneração dos colaboradores, razão pela qual estamos a prever o encerramento do estabelecimento no presente ano lectivo, caso a situação prevaleça”, concluiu.
No Instituto Médio de Administração e Gestão “23 de Março”, que o ano passado lançou para o mercado de trabalho 270 finalistas, estão disponíveis 260 novas vagas para os cursos de informática, secretariado, contabilidade, gestão de recursos humanos, finanças e comércio.
O  director do instituto, Luís Paulo Vissunjo, apontou a falta de professores como a principal dificuldade que a instituição enfrenta. “Os professores em exercício chegam a leccionar duas ou três disciplinas”, explicou Luís Paulo Vissunjo, que adiantou que para o seu pleno funcionamento a instituição necessita  de pelo menos 100 professores.

Tempo

Multimédia