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Jovens à procura de bons estudos

Weza Pascoal| Menongue

Responsáveis do Centro de Formação Profissional de Menongue, província do Kuando-Kubango, aberto oficialmente há cerca de oito anos, estão a ter dificuldade em acolher o grande número de candidatos que procuram vagas na instituição.

Os cursos de electricidade e mecânica constam entre os mais procurados nos centros de formação profissional da cidade de Menongue
Fotografia: Weza Pascoal| Menongue

Actualmente, mais de 606 jovens da província do Kuando-Kubango frequentam os cursos de informática, electricidade, mecânica, contabilidade, canalização, alvenaria, inglês, administração e gestão.
Apesar do número que a instituição comporta, o responsável interino do centro, Carlos Tchitunga, disse que a instituição recebe diariamente dezenas de candidatos que pretendem fazer formações, mas por escassez de espaços, os pedidos sãos rejeitados.
Os cursos mais procurados no centro são os de informática, electricidade, contabilidade, mecânica, inglês, administração e gestão.
Para este ciclo de formação foram matriculados no curso de informática 298 alunos, 73 electricidade, 45 mecânica, 43 contabilidade, 40 canalização, 38 inglês, 36 administração e gestão e 23 alvenaria.
Em 2012, o centro tinha mais de 600 jovens matriculados, dos quais 329 chegaram até ao fim do curso. O centro tem, neste momento, 14 formadores e sete turmas, além de três laboratórios móveis para facilitar as aulas práticas.
A falta de viaturas, biblioteca, escassez  de computadores, de resmas de papel, esferográficas, tinteiros e de internet, é a principal dificuldade enfrentada pelo centro.
Além disso, o normal funcionamento da instituição técnicoprofissional tem sido afectado pela fal­ta de fornecimento de  energia e água canalizada.
Em função disso, Carlos Tchitunga pediu ao Governo e a organizações da sociedade civil para apoiarem este estabelecimento de ensino, uma vez que “a formação dos jovens é necessária para a inserção nas tarefas de reconstrução nacional na região, para as quais a escassez de mão-de-obra qualificada é uma realidade”.

Mercado de trabalho


Desde 2005, período em que arrancou o primeiro curso, até ao momento, o centro formou 1.499 jovens, que integraram o mercado de trabalho. Carlos Tchitunga disse que boa parte dos formandos tem sido absorvida por empresas de construção civil.
A colaboração existente entre o Centro de Formação Profissional e a direcção provincial das Obras Públicas e empresas de construção civil permitiu a inserção no mercado de trabalho de 148 jovens, entre os quais 12 mulheres.

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