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Jovens defendem atribuição de crédito bancário

Weza Pascoal | Menongue

A província do Cuando Cubango conta  com mais 745 mestres de artes e ofícios, formados  pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), em alvenaria, canalização, serralharia, carpintaria, corte e costura, electricidade, empreendedorismo, contabilidade, inglês, informática, mecânica, secretariado e gestão.

Fotografia: DR

Numa nota dirigida ao Governo,  estes profissionais recém-formados   pedem que lhes sejam atribuídos  urgentemente kits de trabalho para as diversas áreas em que estão formados, com vista a criação de pequenas empresas.
Os novos quadros dizem na nota  que o INEFOP já formou centenas de jovens da província, “gastou-se dinheiro, mas cerca de 95 por cento dos formados não conseguiram  impor-se no mercado de trabalho, por falta de oportunidades, e como resultado muitos quadros perderam-se na bebida, na delinquência e outros preferiram emigrar para outras províncias”. Paulo Mariano, finalista do curso de serralharia, é de opinião que o Executivo deveria orientar os bancos comerciais no sentido da criação de um fundo de crédito com juros bonificados, para a cedência de empréstimos aos finalistas, para  que possam montar os seus próprios negócios.
“É imperioso que se crie uma comissão para fazer um  levantamento dos jovens que já terminaram a  formação, para que, de acordo com a especialidade, cada um receba um kit ou crédito bancário, para exercer a  profissão. Portanto, se ficarmos só pela formação, o índice de criminalidade no país vai continuar a crescer”, opinou.
Paulo Mariano  disse  que todos os anos o Governo gasta milhões de kwanzas para a formação profissional de jovens, e quando estes terminam o curso  são deixados à sua sorte. “É um grande desperdício! lamentou.  
     O  técnico defende que o Executivo trabalhe mais na promoção de iniciativas privadas, para estimular o auto emprego. Márcio Cambinda, finalista do curso de contabilidade, disse que a maior parte das empresas privadas que operavam na província fechou as portas por causa da crise  financeira que assola o país. “O governo não pode empregar todo o mundo, então a solução passa pela aquisição de kits profissionais, bem como cedência de créditos bancários para a juventude”, sublinhou.
“Muitos jovens da província”, prosseguiu”,  formados pelo INEFOP  continuam sem fazer nada por falta de oportunidades de emprego, razão pela qual estamos a apelar ao governo  provincial e o  central no sentido de continuarem com as políticas que visam potenciar a juventude com instrumentos de trabalho, para que estes possam garantir o sustento das famílias e a criação de mais postos de trabalho”, disse.

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