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Longa aposta na produção de soja

Carlos Paulino | Longa

A Fazenda Agro-industrial do Longa, no município do Cuito Cuanavale, está a produzir soja, além do arroz, a principal cultura desenvolvida pelo projecto, disse ontem ao Jornal de Angola o responsável da empresa Gesterra.

Além da soja e arroz a fazenda Agro-industrial do Longa está também apostada na produção de hortícolas como a batata-doce e rena
Fotografia: Arimateia Baptista

Menantangua Castro admitiu que a região do Longa possui excelentes condições para a produção em grande escala de arroz, que é cada vez mais consumido no mundo devido ao seu alto teor nutritivo. “Além da soja e arroz, a fazenda pretende  apostar na produção de hortícolas, como batata-doce e batata rena e feijão, entre outras culturas pouco exploradas na província do Cuando Cubango e que são adquiridas no Huambo, Bié, Cuanza Sul e Huíla.”
A aposta nestas culturas, referiu Menantangua Castro, cobre o período em que a Fazenda Agro-industrial do Longa fica sem produzir, e aproveita o adubo que resta no solo depois da colheita do arroz, que tem um ciclo vegetativo de seis meses. “O que falta é apenas investimento, porque temos vontade de trabalhar para concretizar este desejo, que vai ser uma mais-valia para que a província possa contribuir para o aumento de receitas para os cofres do Estado, com vista à diversificação da economia nacional.”
O projecto vai contribuir também para o aumento de postos de trabalho e lembrou que além da produção do arroz, a Fazenda Agro-industrial do Longa tem promovido acções de carácter social para melhorar as condições de vida das populações da região, explicou Menantangua Castro.
Desde o início do projecto, em 2012, a Gesterra construiu e apetrechou uma escola de duas salas na sede comunal do Longa. A Gesterra abriu um furo de água e entregou um tractor com as respectivas alfaias e equipamentos agrícolas aos camponeses do Longa, para aumentarem as áreas de cultivo. Menantangua Castro disse ser obrigação do projecto de exploração agro-industrial desenvolver acções em benefício da população.
A Fazenda Agro-industrial do Longa, de iniciativa estatal, com financiamento de 76 milhões de dólares, colocou já no mercado angolano e namibiano 400 mil quilos de arroz que, de acordo com o engenheiro agrónomo, foi bem aceite pelos consumidores.
Ainda este ano, outras 4.700 toneladas de arroz devem ser colocados no mercado, nos dois países. A área a cultivar este ano é de 1.050 hectares e no próximo ano a superfície arável aumenta para 1.600 hectares.

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