Províncias

Luiana alarga a rede de infra-estruturas sociais

Lourenço Bule| Rivungo

A comuna do Luiana, município do Rivungo, província do Cuando Cubango, vai passar a ter, até ao final deste ano, várias infra-estruturas sociais, com vista a melhorar as condições de vida dos 6.734 habitantes da referida localidade.

Das novas infra-estruturas da região destaque para as casas que vão melhorar as condições de acomodação dos quadros
Fotografia: Lourenço Bule | Menongue

Das infra-estruturas que estão a ser construídas pela empresa namibiana de construção civil Beaccon constam 50 casas sociais pré-fabricadas de tipo T-3, um hospital comunal com a capacidade para 80 camas, uma escola do primeiro ciclo com 12 salas e outra do ensino médio de 16, sete furos de água, uma pista de dois mil metros de comprimento e cerca de 40 metros de largura, assim como um novo edifício da Administração Comunal.
De acordo com a administradora do Luiana, Cristina Kapapo, as obras, que tiveram início em Fevereiro deste ano, decorrem a bom ritmo. As referidas obras permitiram gerar 200 postos de trabalho, dos quais 45 para angolanos e 155 para namibianos.
“A construção destas infra-estruturas representa um grande ganho para a população que viveu grandes horrores durante a guerra que assolou o país. Consumíamos água da cacimba e actualmente a situação está a ser resolvida com a construção de sete furos de água”, disse.
O novo hospital comunal vai dispor de serviços de clínica geral, pediatria, maternidade, raio X, bloco operatório e pequenas cirurgias, para colmatar o grande défice da actual unidade sanitária, que tem apenas capacidade para 20 camas.
A administradora Cristina Kapapo lamentou o facto de na comuna existirem apenas 32 professores, que leccionam da 1ª à 8ª classe, o que faz com que mais de mil crianças se encontrem fora do sistema de ensino.
A administradora pediu ao Governo Provincial para enviar mais ficais florestais para o parque do Luiana, dado o aumentado significativo do número de caçadores furtivos provenientes da Namíbia e da Zâmbia.
“Apesar dos fiscais estarem devidamente munidos de equipamentos, têm encontrado muitas dificuldades para garantir a segurança do parque, devido à falta de meios de transporte e de combustível”, concluiu.

Tempo

Multimédia