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Luiana recebe moradores

Nicolau Vasco | Jamba

O governo da província do Kuando-Kubango tem já criadas as condições mínimas para, a partir do próximo mês de Maio, dar início ao processo de transferência de centenas de pessoas que vivem nas matas para a nova sede comunal de Luiana que está a ser reconstituída numa zona que fica a 30 quilómetros da aldeia da Jamba, município do Rivungo.

O governo da província do Kuando-Kubango tem já criadas as condições mínimas para, a partir do próximo mês de Maio, dar início ao processo de transferência de centenas de pessoas que vivem nas matas para a nova sede comunal de Luiana que está a ser reconstituída numa zona que fica a 30 quilómetros da aldeia da Jamba, município do Rivungo.
Na nova sede de Luiana, o governo inaugurou uma escola de três salas, duas casas para albergar os quadros e um posto de saúde com uma enfermaria, área de tratamentos, farmácia e cozinha, empreendimentos que custaram aos cofres do Estado 73 milhões de kwanzas. 
A comuna de Luiana tem três furos de captação de água subterrânea, equipados com motores alimentados por placas de energia solar, que bombeiam para tanques de dez mil litros e servem, por gravidade, os chafarizes construídos para abastecer a população.  
O director provincial de Energia e Águas, Filipe Sabino, inaugurou também quatro sistemas idênticos na aldeia da Jamba, zona que serviu durante muito tempo de acampamento da UNITA, equipado e mantido pelo regime racista de Pretória. Na localidade, a população passa a dispor de água potável, desde a saída dos sul-africanos.
Executados no período de 30 dias, os projectos enquadram-se no Programa Água para Todos” e custaram aos cofres do Estado 63 milhões de kwanzas. Os empreendimentos fazem parte da estratégia do Executivo que visa melhorar o nível de vida das populações.
O director Filipe Sabino esclareceu que o “Programa Água para Todos” começou a ser executado em 2008, no Kuando-Kubango, e disse que até agora foram já investidos 700 milhões de kwanzas na construção de 89 pequenas estações de captação de água potável, 73 furos de água equipados com bombas e três sistemas convencionais de tratamento e distribuição de elevada capacidade de.
Cristina Capapo, administradora comunal de Luiana que superintende também na aldeia da Jamba, disse que a população passou a ter água potável com abundância. Realçou também a construção da escola e do posto médico na sede provisória de Luiana que vai também beneficiar a população da Jamba, porque, argumentou, antes estas infra-estruturas de carácter definitivo não existiam e os serviços de saúde e de educação funcionavam em locais improvisados como casas de pau a pique, debaixo das árvores ou em tendas.
“Trabalhamos no sentido de darmos maior dignidade a nossa população, com  a construção  de novas infra-estruturas sociais e económicas”, disse o responsável. 
Os constantes ataques dos elefantes às culturas da população também constam das preocupações da administradora comunal.

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