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Mães seropositivas têm atenção especial

Weza Pascoal e Odeth Manhengo | Menongue

A Maternidade Provincial do Cuando Cubango realizou, de Janeiro a Junho deste ano, 793 partos, dos quais 25 feitos através do sistema de corte de transmissão vertical, terapia que serve para evitar o contágio do vírus do VIH/Sida da mãe para o filho durante o parto.

Fotografia: DR

Segundo um relatório da instituição, que o Jornal de Angola teve acesso, no período em referência, houve 749 nados vivos, 44 nados mortos e 95 abortos. Nesta mesma altura, 1.405 mulheres acorreram ao Centro de Aconselhamento de Testagem Voluntária (CATV), das quais 105 tiveram resultados positivos nos testes, e 1.300 negativos.

O documento acrescenta que o número de mulheres que diariamente dirige-se voluntariamente à CATV é expressivo. No mesmo período, o Banco de Urgência da Maternidade Provincial registou a afluência de 2.005 parturientes nas especialidades de Ginecologia e Obstetrícia.
A nota faz saber ainda que 1.098 mulheres tiveram consultas pré-natal no mesmo período, entre elas 106 adolescentes dos 14 aos 17 anos de idade, e 1.766 aderiram ao planeamento familiar, das quais 113 pela primeira vez. Em 2018, a Maternidade Provincial realizou 1.703 partos, dos quais 1.566 nados vivos e 137 nados mortos. Neste mesmo período, 2.416 mulheres estiveram no CATV, das quais 121 foram diagnosticadas com VIH/Sida e 2.295 tiveram resultados negativos.
No Programa Alargado de Vacinação (PAV), foram vacinadas 7.438 crianças menores de cinco anos contra poliomielite, febre-amarela, sarampo e hepatite B.
Com capacidade para 37 camas, a Maternidade Provincial é assegurada por três médicos, sendo dois angolanos e um de nacionalidade cubana, 58 enfermeiros, 22 licenciados em Enfermagem e 49 administrativos.
A unidade hospitalar tem registado nos últimos tempos uma redução considerável de casos de morte materna. As gestantes com o estado clínico complicado são transferidas para o Hospital Geral da província.

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