Províncias

Mais árvores em Menongue

Nicolau Vasco | Menongue

Cerca de sete mil eucaliptos, cedros, acácias, abacateiros, mangueiras, goiabeiras, laranjeiras, limoeiros e tangerineiras, adquiridas no Huambo pelo governo do Kuando-Kubango e destinadas à criação de polígonos florestais, começaram ontem a ser plantadas nos arredores de Menongue.

Ambientalista Júlio Bravo analisa o estado das plantas provenientes do Huambo
Fotografia: Jornal de angola

Cerca de sete mil eucaliptos, cedros, acácias, abacateiros, mangueiras, goiabeiras, laranjeiras, limoeiros e tangerineiras, adquiridas no Huambo pelo governo do Kuando-Kubango e destinadas à criação de polígonos florestais, começaram ontem a ser plantadas nos arredores de Menongue.
As árvores estão concentradas no polígono de Cambumbe, a quatro quilómetros da cidade, onde são conservadas e testadas,
O chefe de departamento da direcção provincial de Urbanismo e Ambiente afirmou que o objectivo é criar polígonos florestais à volta da cidade que impeçam a entrada de cortinas de poeiras, que são frequentes, no Cacimbo, no Sudeste de Angola.
Júlio Bravo disse que o governo provincial pretende, até 2013, plantar 1,3 milhões de árvores diversas em várias áreas, incluindo artérias da cidade de Menongue e das sedes municipais. A seguir, afirmou, vão ser plantadas, numa primeira fase, 50 mil árvores à volta da sede municipal do Cuito Cuanavale, com o objectivo de ajudar a conter o avanço das ravinas. A plantação de árvores faz parte do programa de emergência do Ministério da Agricultura e do Desenvolvimento Rural de combate à desertificação.
No quadro das festividades do Dia Nacional do Ambiente, que ocorreu ontem, além da plantação de árvores, estão agendadas palestras de sensibilização sobre a importância de proteger o ambiente.
Júlio Bravo lamentou que haja quem continue a cortar indiscriminadamente árvores para produção de carvão, ateie fogo às floresta e explore inertes sem a noção dos prejuízos que isso causa ao ambiente.
A partir desse ano, alertou, o departamento do Ambiente vai trabalhar em estreita colaboração com os fiscais do Instituto de Desenvolvimento Florestal para dissuadir actividades desta natureza.

Tempo

Multimédia