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Mais de 20 mil crianças vão entrar no sistema de ensino

Weza Pascoal | Menongue

Mais de 20 mil crianças, na província do Cuando Cubango, vão ser inseridas no sistema de ensino  a partir do próximo ano lectivo,  informou, ao Jornal de Angola, o director do Gabinete Provincial da Educação, Miguel Canhime.

Nos últimos anos as salas de aula na província do Cuando Cubango registaram lotação de alunos devido à escassez de escolas
Fotografia: Nicolau Vasco | Edições Novembro

“Com o recrutamento de  1.140 professores  para leccionarem em toda a província estimamos o enquadramento de mais de 20 mil crianças que estão fora do sistema de ensino”,disse Miguel Canhime.
O sector da Educação, segundo Miguel Canhime,  regista  cerca de 40 mil crianças fora do ensino devido ao défice do número de docentes e de escolas. “Apesar de recebermos mais professores ainda continuamos a registar défice nesta vertente. A província necessita de mais  três mil professores para cobrir toda a sua extensão territorial”, sublinhou o director provincial.
Miguel Canhime informou que este ano o sector que dirige vai contar com 200 mil alunos e 268 escolas definitivas. “Mais de um milhão e 500 manuais do ensino primário vão ser distribuídos em toda a província”, adiantou Miguel Canhime que informou que  5.040 professores do ensino primário, I e II ciclos, dos quais  1.140 enquadrados no último concurso público realizado no ano passado, participam num seminário de capacitação pedagógica com a duração de dez dias. “Durante a formação, os docentes vão aprimorar técnicas metodológicas, didácticas e pedagógicas.
A finalidade é dotar os professores de competências para que tenham habilidades no processo de ensino”, concluiu Miguel Canhime.
“Com o enquadramento de novos professores”, prosseguiu, “as cadeiras técnicas que são leccionadas nos institutos técnicos profissionais serão ministradas,  pois por falta de docentes estas especialidades não constavam  no programa de ensino”.
Miguel Canhime disse que mais de 65 processos dos novos processos  estão pendentes no Tribunal de Contas, aguardando a homologação por diversas razões, sendo uma das quais a falta de acreditação dos certificados pelo Instituto Nacional de Avaliação Acreditação e Reconhecimento de Estudo do Ensino Superior (INAAREES) para os candidatos formados no exterior.
 Disse que o ano lectivo 2019 será especial, tendo em conta a realização dos exames nacionais da 6ª, 9ª, 12ª e 13ª classes. “Por este motivo, os docentes devem assimilar todos os conhecimentos que lhes serão ministrados no seminário de capacitação que está a decorrer, para poderem transmitir convenientemente a matéria aos alunos”, exortou.

 

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