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Maternidade de Menongue regista milhares de partos

Carlos Paulino| Menongue

A maternidade do Hospital Central de Menongue, província do Kuando-Kubango, registou, durante o ano passado, 3.470 partos, dos quais 128 resultaram em nados-mortos, revelou, quinta-feira, o director em exercício da referida unidade sanitária.

A maternidade do Hospital Central de Menongue, província do Kuando-Kubango, registou, durante o ano passado, 3.470 partos, dos quais 128 resultaram em nados-mortos, revelou, quinta-feira, o director em exercício da referida unidade sanitária.
Eugénio Lourenço Sawalia disse que, comparado com igual período anterior, em que a maternidade assistiu 2.093 partos, sendo 105 as ocorrências que se traduziram em nados-mortos, houve um aumento, devido ao facto de muitas mulheres gestantes terem evitado as consultas pré-natais.
Acrescentou que durante o período em balanço registou-se igualmente 41 mortes de gestantes, por situações ligadas a malária complicada e hemorragias pós-parto, casos de doentes que chegam, muitas vezes, tarde à maternidade.
As estatísticas apresentadas pelo director da maternidade apontam ainda para 200 casos de cesariana, dos quais 25 resultaram em nados-mortos e 6.219 consultas pré-natais.
Segundo ele, os casos de morte de gestantes são muito frequentes a nível do município de Menongue e da província, em geral, uma vez que muitas preferem ter o parto em casa e só acorrem à maternidade quando surgem complicações, comportamento que tem preocupado as autoridades sanitárias.
Eugénio Lourenço Sawalia realçou que, apesar desta situação, no ano passado, a maternidade registou uma aderência positiva de mulheres, acompanhadas dos maridos, para fazerem o planeamento familiar.
O responsável lamentou o facto da maternidade, a única na província, contar com apenas um médico, de nacionalidade coreana, seis parteiras especializadas em gineco-obstetrícia e 101 enfermeiras do regime geral, além de 45 trabalhadores administrativos.
De acordo com o director, a maternidade possui 27 camas de internamentos, número que considerou de bastante irrisório, face ao fluxo de pacientes que atende diariamente, que rondam entre 20 e 30.
Para inverter o actual quadro, aquele responsável defendeu a necessidade de se reforçar o corpo clínico com mais cinco médicos e aumentar a capacidade de internamento para 100 camas, assim como se deve atribuir uma viatura para transportar os doentes.

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