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Maternidade regista descida de casos

Carlos Paulino | Menongue

Os abortos na Maternidade Provincial do Cuando Cubango estão a diminuir, revelou ontem, em Menongue, a directora da unidade sanitária. Entre Janeiro e este mês, foram registados 140 casos e cinco mortes de mulheres grávidas.

Delfina Jamba disse que, comparando com as estatísticas do ano passado, apesar dos números continuarem a preocupar, as autoridades sanitárias locais registaram menos 100 casos de abortos e três óbitos.
A directora da maternidade apontou a intensificação de campanhas de sensibilização sobre a importância das mulheres grávidas aderirem às consultas pré-natal, ao aumento da higiene e da alimentação saudável e dormirem debaixo de mosquiteiro com insecticida de longa duração, como principais factores que estão na origem da diminuição de casos de abortos
Apesar das campanhas, Delfina Jamba lamentou o facto da maioria dos casos registados serem de abortos provocados por jovens com idades compreendidas entre os 15 e 25 anos, que ingerem medicamentos sem indicação médica, adquiridos nas farmácias ou em mercados paralelos, com o intuito de abortarem.
A médica explicou que o aborto pode ser causado pela ingestão de medicamentos, drogas ou bebidas alcoólicas fortes, por doenças sexualmente transmissíveis, diabetes, além do recurso a outras práticas impróprias para pessoas no estado de gestação.
“Urge a necessidade das mulheres e, em particular as jovens, abandonarem estes procedimentos  negativos e condenáveis, tendo em vista que, para além de correrem o risco de perderem a vida, podem provocar infertilidade ou má formação congénita ao bebé, caso este nasça”, defendeu.
Exortou ainda os pais para não nunca levarem nem incentivarem as filhas a abortarem, por este gesto constituir um grande perigo para a grávida.
Delfina Jamba disse que a maternidade realiza, em média, entre seis e oito partos diários e 60 por cento são em adolescentes, uma situação que tem preocupado as autoridades sanitárias da região.
A maternidade, com uma capacidade de internamento de 41 camas, é assegurada por quatro médicos. Estes especialistas trabalham com três enfermeiras licenciadas e 91 técnicos médios, oito parteiras especializadas e 55 trabalhadores administrativos.

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