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Mavinga precisa de agências bancárias

Carlos Paulino | Mavinga

O administrador disse que esta situação está a provocar atraso no desenvolvimento do município pelo facto de, na maior parte das vezes, os funcionários permanecerem muito tempo ausentes dos seus locais de trabalho, porque uma viagem por estrada de Mavinga a Menongue dura uma semana.

Francisco Cameia
Administrador Francisco Cameia
Fotografia: Nicolau Vasco

 
O administrador disse que esta situação está a provocar atraso no desenvolvimento do município pelo facto de, na maior parte das vezes, os funcionários permanecerem muito tempo ausentes dos seus locais de trabalho, porque uma viagem por estrada de Mavinga a Menongue dura uma semana.
Além dos funcionários das instituições públicas, estão também nestas condições os efectivos da Polícia Nacional colocados em Mavinga e das Forças Armadas Angolanas, pensionistas dos antigos combatentes e os comerciantes que, com todos os riscos fazem o mesmo trajecto com elevadas somas em dinheiro para depositar nos bancos da cidade de Menongue.
Por esta razão apelou ao Governo e aos investidores do sector privado e particularmente aos responsáveis das instituições bancárias para abrirem urgentemente um balcão em Mavinga.
Actualmente, no Kuando Kubango funciona uma agência do Banco de Poupança e  Crédito (BPC) e no posto fronteiriço de Catuitui (Cuangar), balcões do Banco Internacional de Crédito (BIC), Banco Africano de Investimentos (BAI) e do Banco de Fomento Angola (BFA).
 
Mavinga ganha vida
 
Apesar da falta de bancos, Francisco Cameia, salientou que o município de Mavinga está a conhecer melhoras substanciais no capítulo de construção de novas infra-estruturas, designadamente escolas, postos de saúde, casas para os quadros e fornecimento de água potável e de energia eléctrica, o que está a mudar o modo de vida da população.
Segundo o administrador, a maior preocupação recai nos sectores da saúde e de educação onde existem enfermeiros e professores que trabalham há mais de sete anos e até agora ainda não foram inseridos no sistema salarial, razão pela qual estão a abandonar os serviços.
A situação já é do conhecimento do Governo Provincial e o administrador de Mavinga acredita que nos próximos tempos o problema vai ser resolvido e estes sectores que estão a funcionar a meio gás, voltam à vida normal.
 
Crianças estão fora
do sistema de ensino

       
Francisco Cameia afirmou que em Mavinga, existem mais de três mil crianças fora do sistema normal de ensino, devido ao reduzido número de salas de aulas e muitos alunos estudam debaixo das árvores. Também há um défice muito grande de professores para cobrir as restantes comunas do município.
No ano lectivo em curso, foram matriculadas 17 mil crianças do primeiro ciclo distribuídas em três escolas com um total de dez salas de aulas.
Francisco Cameia disse que neste momento está em curso um projecto de construção de escolas nas comunas de Licua e Cunjamba com três salas de aulas cada uma, para matricular mais alunos no próximo ano lectivo.
 
Agricultura está  bem
 
O administrador de Mavinga informou que o sector da agricultura é o que mais próspera na região, pese embora alguns constrangimentos provocados pelas chuvas que causaram prejuízos sobretudo aos camponeses que cultivaram em zonas muito baixas.
Para acudir a esta situação de lavras destruídas, a administração municipal encarregou-se de desbravar mais de 700 hectares de terra que estão a ser entregues às 11 associações de camponeses, que têm se destacado no desenvolvimento da agricultura no município e no combate à pobreza e à fome.
O Governo está igualmente a apoiar os camponeses com instrumentos agrícolas, como charruas de tracção animal, catanas, sementes e outros meios.

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