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Médicos portugueses reforçam Hospital Geral

Nicolau Vasco|Menongue

O Hospital Geral do Cuando Cubango vai contar em breve com um reforço de médicos portugueses de diversas especialidades, anunciou na semana finda, na cidade de Menongue, o secretário de Estado para a Área Hospitalar.

Unidade sanitária é uma das melhores do país e está equipada com meios de última geração
Fotografia: Nicolau Vasco| Edições Novembro

Leonardo Europeu Inocêncio fez este anúncio no final da visita que efectuou ao Hospital Geral do Cuando Cubango com uma equipa de médicos portugueses, para constatar o funcionamento da unidade sanitária e as principais áreas que carecem de especialistas.
A delegação percorreu todas as áreas do Hospital Geral, que tem capacidade para 200 camas de internamento e que está devidamente apetrechado com equipamentos modernos, sendo que muitos não funcionam por falta de técnicos especializados.
Sem adiantar o número de médicos portugueses que vão reforçar nos próximos dias a província, Leonardo Europeu Inocêncio disse que esta intenção visa dar resposta ao memorando de entendimento existente entre Angola e Portugal na área da saúde, rubricado em Novembro do ano passado, aquando da visita do Presidente da República, João Lourenço, àquele país lusófono.
Salientou que a visita ao Hospital Geral do Cuando Cubango teve como objectivo principal fazer um diagnóstico real da sua capacidade estrutural e dos equipamentos tecnológicos existentes, para se definir o número de médicos e as áreas que necessitam de especialistas.
“Com base no diagnóstico feito até agora, constatamos como principal prioridade as áreas de cirurgia, cardiologia, urologia e cuidados intensivos”, disse, acrescentando que o Ministério da Saúde vai envidar esforços para que os médicos portugueses possam reforçar o mais rápido possível o Hospital Geral do Cuando Cubango, para que nos próximos dias os pacientes tenham uma melhor assistência médica e medicamentosa.
A chefe de Divisão de Cooperação da Direcção de Coordenação das Relações Internacionais, Ana Correia, que chefiou a delegação dos médicos portugueses, disse que ficou surpreendida com o Hospital Geral do Cuando Cubango, tendo em vista que a infra-estrutura foi bem construída e apetrechada com equipamentos tecnológicos de última geração. />“Esta unidade hospitalar é espectacular e tem todas as condições para que os médicos portugueses possam trabalhar sem qualquer constrangimento, no sentido de prestarem uma assistência médica e medicamentosa de qualidade às populações do Cuando Cubango e de outras províncias”, disse.
Ana Correia sublinhou que, com base no diagnóstico feito e das preocupações apresentadas pelas autoridades sanitárias da província, o seu país tem médicos especialistas à altura para reforçar o Hospital Geral do Cuando Cubango, porque a unidade hospitalar oferece excelentes condições de trabalho.
Realçou que, com base na informação recolhida, os ministérios da Saúde de Portugal e de Angola vão traçar estratégias para o reforço de médicos e outros especialistas, para garantir o pleno funcionamento do hospital, que enfrenta neste momento uma falta gritante de técnicos.
Ana Correia disse que com a concretização deste desiderato vai se reduzir o envio de doentes graves de Angola para Portugal ou outro país, tendo em vista que o Hospital Geral do Cuando Cubango estará a altura de dar resposta a muitas enfermidades que actualmente só é possível tratar no exterior.
O Hospital Geral do Cuando Cubango, inaugurado em Setembro de 2017, conta com 25 médicos de diversas especialidades, dos 66 médicos de que necessita para funcionar em pleno.
Carece sobretudo de médicos ligados às áreas de cuidados intensivos, neurocirurgia, cardiologia, gastroenterologia, angiologia, urologia, cirurgia plástica, estomatologia, dermatologia, oncologia, anestesia, entre outras áreas.
Antes da visita ao Hospital Geral do Cuando Cubango, a delegação foi recebida em audiência pelo vice-governador para as Infra-estruturas e Serviços Técnicos, Bento Xavier, que manifestou a necessidade de se concretizar este projecto, tendo em conta que a província tem um dos melhores hospitais do país, mas carece de médicos.

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