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Modernização à vista no Hospital Central

Lourenço Manuel |Menongue

O vice ministro da Saúde visitou, na semana finda, o hospital central do Kuando-Kubango e constatou que o mesmo não tem condições mínimas para atender a população que diariamente para ali acorre em busca de saúde.

Autoridades locais apostam na diminuição dos índices de mortalidade
Fotografia: Francisco Bernerdo

O vice ministro da Saúde visitou, na semana finda, o hospital central do Kuando-Kubango e constatou que o mesmo não tem condições mínimas para atender a população que diariamente para ali acorre em busca de saúde.
A referida unidade sanitária carece de quase tudo, desde a falta de medicamentos, equipamentos de diagnóstico e não tem uma latrina em condições para os doentes ou funcionários.
Carlos Alberto Masseca, indignado com a situação, disse que o problema do Hospital Central do Kuando-Kubango passa a ser uma questão especial para o Ministério da Saúde, que deverá tomar medidas a curto, médio e longo prazos, para a sua solução definitiva.
 “Acreditamos que, em coordenação com o governo local, vamos poder dar resposta aos múltiplos problemas que encontramos”, disse.
A primeira medida, acrescentou, passa necessariamente pela reabilitação completa da infra-estrutura, que já começou, mas de forma paliativa, pelo seu apetrechamento com tecnologia de ponta, fornecimento de medicamentos e a criação de serviços capazes de resolver os problemas de saúde da população, de acordo com o actual padrão epidemiológico que o país vive. Perguntado sobre a ruptura de stocks dos fármacos em quase todas as unidades sanitárias da região, o vice ministro disse desconhecer as verdadeiras causas, mas garantiu que o Ministério da Saúde, através da Direcção Nacional de Medicamentos, tem feito um abastecimento regular ao Kuando-Kubango e que provavelmente as quantidades enviadas não satisfazem a demanda.
O vice ministro garantiu que o problema será ultrapassado rapidamente nos próximos dias, com o envio, a partir da Direcção Nacional de Medicamentos, de enormes quantidades de fármacos, para atender as reais necessidades da população.
Reconheceu também existir um grande esforço por parte do governo da província, que está a construir um conjunto de unidades sanitárias, incluindo a colocação de técnicos de saúde nos nove municípios que compõem esta região do Sudeste de Angola, mesmo com as dificuldades financeiras que o país continua a enfrentar.

Destruição de medicamentos

Em relação ao caso dos 13 mil lotes de equipamentos hospitalares diversos, entre medicamentos, material gastável e kits para as parteiras tradicionais, que começaram a ser queimados desde o passado dia 25 de Maio, Carlos Masseca disse que o Ministério da Saúde vai analisar o assunto com a Direcção Nacional de Medicamentos em Luanda, no sentido de se averiguar em que circunstâncias estes foram enviados ao Kuando-Kubango.“Como os senhores jornalistas sabem e muito bem entendem, uma situação desta grandiosidade não se resolve em menos de 24 horas, por isso mesmo nós vamos a Luanda e vamos analisar com a Direcção Nacional de Medicamentos, entre outros sectores de nível central, e só depois, junto do governo do Kuando-Kubango, estaremos em condições de dar uma resposta conclusiva sobre este problema, nos próximos tempos”, finalizou.

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