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Mortes em partos tradicionais na região do Cuando Cubango

Weza Pascoal| Menongue

A directora da Maternidade Provincial do Cuando Cubango, Delfina Jamba, lamentou na cidade de Menongue o facto de mulheres gestantes morrerem durante o parto, por preferirem o tratamento tradicional.

Delfina Jamba salientou que a situação é preocupante, tendo em conta o número de óbitos que se registam entre parturientes que evitam as consultas pré-natais e recorrem a parteiras tradicionais.
A responsável clínica salientou que boa parte destas mulheres, além de não terem um acompanhamento durante o pré-parto, preferem dar à luz em casa, acorrendo a uma  maternidade apenas quando há alguma complicação. A Maternidade Provincial do Cuando Cubango realizou, entre Janeiro e Setembro deste ano, 1.525 partos, dos quais resultaram 1.442 nados vivos e 83 óbitos.
Delfina Jamba disse que, no período em causa, a instituição fez o registo de 29 mortes maternas e 43 cortes de transmissão vertical, uma terapia que serve para evitar o contágio do vírus da sida de mãe para filho durante o parto, e realizou 108 cesarianas. A directora informou que, no período em referência, 3.873 mulheres grávidas acorreram ao Centro de Aconselhamento de Testagem Voluntária, sendo 177 diagnosticadas com sida. Em relação ao banco de urgência da maternidade, Delfina Jamba referiu que, de Janeiro a Setembro, recebeu 3.979 pacientes, com destaque para partos, consultas pré-natais e planeamento familiar.
Em 2015, a maternidade realizou 2.079 partos, com 1.911 nados vivos e 168 mortes. Foram ainda registadas 226 cesarianas, 38 mortes maternas, 72 mulheres grávidas com VIH/Sida e 65 casos de corte de transmissão vertical.
O funcionamento da unidade hospitalar, com 42 camas de internamento, é assegurado por 137 trabalhadores, dos quais um médico, sete enfermeiros licenciados, 66 técnicos de enfermagem e 55 trabalhadores administrativos.
A maternidade presta serviços de consulta pré-natal, planeamento familiar e vacinação.

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