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Mortes provocadas por malária preocupam autoridades sanitárias

Carlos Paulino | Menongue

As autoridades sanitárias da província do Kuando-Kubango notificaram, durante o ano de 2009, 33 mil e 596 casos de malária, dos quais 396 resultaram em mortes, informou ontem, em Menongue, o chefe de departamento de Saúde Pública e Controlo de Endemias, Augusto Macongo.

As autoridades sanitárias da província do Kuando-Kubango notificaram, durante o ano de 2009, 33 mil e 596 casos de malária, dos quais 396 resultaram em mortes, informou ontem, em Menongue, o chefe de departamento de Saúde Pública e Controlo de Endemias, Augusto Macongo.
Realçou que em 2008 foram registados 14.308 casos de malária, com um saldo de 447 óbitos, atingindo maioritariamente mulheres grávidas e crianças dos zero aos cinco anos de idade.
Augusto Macongo disse que, durante o ano de 2009, foram ainda disponibilizados 57 mil e 104 mosquiteiros impregnados com insecticidas às mulheres grávidas e crianças, que afluíram às consultas nas unidades sanitárias, contra 17.646 em 2008.
Disse que para o ano em curso foram preparados, numa primeira fase, 36.300 mosquiteiros que estão a ser distribuídos em toda extensão da província.
Considerou que a situação epidemiológica da malária a nível do Kuando-Kubango tem evoluído positivamente, no quadro do programa que o Governo direccionou à luta contra a doença, com realce para a diminuição dos casos de morte materno infantil.
Afirmou ainda que, desde 2007, ano em que o Governo divulgou a intensificação do programa da malária e procedeu à introdução da nova terapia, nomeadamente através da utilização do “Coarten”, do “Fansidar” e a distribuição de mosquiteiros em todas mulheres grávidas e crianças dos zero aos cinco anos, tem se verificado a redução de mortes por malária a nível do país e do Kuando-Kubango em particular.                        

Formação de activistas em acções  comunitárias

Augusto Macongo salientou que, desde 2007, foram formados 2.715 activistas nos municípios de Menongue, Cuchi e Cuito Cuanavale, que têm sensibilizado as populações sobre o programa de luta contra a malária, sobretudo a prevenção e o uso correcto de mosquiteiros.
Augusto Macongo disse que estes activistas estão a sensibilizar também a população sobre a mudança de comportamento, visto que muitas pessoas não colocavam como prioridade os hospitais para o tratamento da malária.
“Mas com a mudança de comportamento das pessoas, logo que têm sintomas do paludismo imediatamente estão a correr às unidades sanitárias em busca de assistência médica, porque já estão a tomar conhecimento de que a doença tem que ser tratada nos hospitais”, frisou.
Por isso, afirmou que a formação destes activistas comunitários está a contribuir em grande parte para a prevenção e combate da malária a nível da província do Kuando-Kubango, apesar do índice actual ser preocupante.
Referiu que o número de activistas ainda não é suficiente para atender toda a extensão do território do Kuando-Kubango, tendo em conta que existem localidades onde a informação do programa da luta contra a malária até agora não chegou.
Ele referiu que, em 2009, o departamento recebeu, através de um contrato da cooperação de Cuba e Angola, sete médicos cubanos, que estão a trabalhar no combate à doença, nomeadamente nos municípios de Menongue, Cuchi e Cuito Cuanavale. Precisou que um dos médicos vai, durante este mês, prestar cuidados médicos no município do Calai, uma vez que a circunscrição tem condições de alojamento.
Augusto Macongo apelou a população a frequentar as unidades sanitárias, quando surgirem sintomas de malária ou de outra doença.

 

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