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Mulheres rurais contra a pobreza

Carlos Paulino| Menongue

A directora provincial da Família e Promoção da Mulher no Cuando Cubango, Florinda Catongo, defendeu, na aldeia do Chipompo, a necessidade dos governos africanos intensificarem as acções destinadas à erradicação da pobreza, analfabetismo e violência doméstica.

Erradicação da pobreza e combate à violência doméstica entre as prioridades
Fotografia: Carlos Paulino| Menongue

Florinda Catongo, que falava durante uma palestra que marcou as comemorações do Dia da Mulher Africana, realçou que em Angola, desde a conquista da Independência, foram dados passos significativos, que se reflectem no aumento de escolaridade das mulheres e no acréscimo considerável da sua presença em áreas de formação que anteriormente eram destinados só aos homens.
“Existem hoje mulheres em todas as actividades que visam a reconstrução e desenvolvimento do país, mas, apesar disso, é necessário que o Executivo continue a envidar esforços para que estejamos em pé de igualdade com os homens”, disse. Florinda Catongo louvou os esforços empreendidos pelo Executivo em relação ao programa de auscultação da mulher rural, cujo objectivo é fortalecer o diálogo a nível das comunas, municípios e províncias do país, e que vai culminar com o fórum nacional, no próximo dia 7, em Luanda.
“Com a realização deste fórum nacional de auscultação da mulher rural das 18 províncias do país, muitos dos problemas que este grupo da sociedade enfrenta para o seu bem-estar social vão ser resolvidos a curto prazo, sobretudo aqueles que têm a ver com a erradicação da pobreza, analfabetismo e da violência doméstica”, realçou. Durante o primeiro trimestre deste ano, o centro de aconselhamento familiar da Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher registou 293 casos de violência doméstica, contra 250 do mesmo período de 2013.
Dos casos registados, 107 foram resolvidos, 13 transferidos para o Tribunal Provincial, 17 para a Investigação Criminal, sete para a Justiça Militar, dois para o sobado, 73 resultaram em divórcio e 74 tiveram as queixas retiradas. O consumo excessivo de bebidas alcoólicas, a fuga à paternidade e a falta de diálogo são apontados como as principais causas da violência doméstica.

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