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Município do Calai tem novo mercado

Carlos Paulino | Calai

A população do Calai, município fronteiriço com a Namíbia, tem um mercado com 98 bancadas, inaugurado pelo administrador municipal, Francisco Manjolo, na presença do governador Higino Carneiro.

Vendedoras e munícipes com melhores condições para comercializar e adquirir produtos
Fotografia: Jaimagens.com

O estabelecimento, que custou aos cofres da Administração Municipal dez milhões de kwanzas, conta ainda com um talho, lojas para a venda de electrodomésticos, vestuário, calçado e áreas administrativas. Francisco Manjolo considerou que o novo mercado constitui uma mais-valia para os munícipes, sobretudo aqueles que se dedicam ao comércio, porque muitos vendiam em locais impróprios, sem as mínimas condições.
“Hoje, com a entrada em funcionamento deste mercado, devidamente apetrechado, os vendedores da região têm melhores condições para a comercialização dos produtos com qualidade e em bom estado de conservação, principalmente a carne e os produtos hortícolas”, disse.
Francisco Manjolo lamentou o facto da população do município não ter ainda a cultura de utilização deste tipo de serviços e prometeu trabalhar com as comunidades no sentido de sensibilizar vendedores e clientes para frequentarem o mercado.
A Administração Municipal do Calai e o Governo Provincial estão a construir mais estabelecimentos comerciais, para que a população deixe de depender do Rundo, para aquisição dos principais bens de consumo. O administrador reconheceu que a população tem corrido riscos na travessia do rio Cubango, que separa o município do Rundu.
“Está prevista, dentro de dias, a construção de mais um mercado na localidade de Vanda, arredores do Calai”, anunciou o administrador.
Joaquina Manuel, uma das vendedoras do novo mercado, está satisfeita porque “agora os clientes podem comprar produtos de qualidade, sem qualquer desconfiança. Anteriormente vendíamos numa praça improvisada no bairro Mawé que não oferecia condições para a venda dos produtos, sobretudo de carne, tomate, cebola, repolho, jimboa e fuba, porque fazia muita poeira, o sol estragava tudo e sol e quando chovia éramos obrigadas a abandonar o local”, disse.
Joaquina Manuel pediu às suas colegas para conservarem bem o novo mercado, para que esteja sempre limpo.

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