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Novos casos de malária no Cuando Cubango

Weza Pascoal | Menongue

O chefe de departamento de Saúde Pública do Programa de Combate à Malária lamentou que o Cuando Cubango esteja sem mosquiteiros impregnados de insecticida de longa duração há quatro anos, o que contribui para o aumento casos da doença.

Ntima Mandawele, que referiu que os mosquiteiros se destinam sobretudo a crianças e mulheres grávidas, revelou que em Janeiro se registaram 44.322 casos de malária, com 40 mortes.
Em relação ao mesmo mês do ano passado, afirmou, houve mais 40.092 casos e seis mortos.  O responsável disse que os mosqueteiros tratados com insecticidas eram entregues pela organização não-governamental Fundo Global, que deixou que o fazer devido a crise financeira na Europa.
Para colmatar a fala de mosquiteiros, salientou, é preciso reforçar a formação permanente do pessoal de saúde sobre o tratamento da doença baseado na administração correcta dos fármacos, bem como intensificar as acções de sensibilização sobre a importância da educação sanitária familiar e a luta anti-larval.
 Ntima Mandawele disse que cabe às Administrações Municipais providenciarem mosquiteiros e material de trabalho para as brigadas de luta anti-larval, bem como equipamentos de fumigação.
Neste momento há brigadas de luta anti-larval nos municípios de Menongue, Cuchi, Cuito Cuanavale, Cuangar, Calai, Dirico e Mavinga. A cidade de Menongue tem equipamentos de fumigação.
 Nos municípios do Rivungo e em Nancova não têm brigadas de luta anti-vectorial por questões financeiroa e falta de casas para os técnicos.
 Falta de pessoal formado para a luta anti-vectorial, de viaturas, informação à população sobre o uso correcto de mosquiteiro, irregularidade no pagamento dos elementos que constituem as brigadas e mau estado das vias de acesso são as principais dificuldades no Cuando Cubango na luta contra a malária.

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