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Obras de ramal ferroviário arrancam em Menongue

Lourenço Bule| Menongue

Um ramal ferroviário, que passa pelo terminal logístico da Sonangol, começou a ser construído na cidade de Menongue, para facilitar a distribuição de combustível e outros bens e serviços na região.

Transporte de combustíveis na província do Cuando Cubango vai conhecer dias melhores com a construção do novo ramal ferroviário
Fotografia: Santos Pedro

A primeira pedra para erguer a infra-estrutura do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes (CFM) foi  já colocada esta semana pelo governador provincial do Cuando Cubango, Higino Carneiro.
O ramal ferroviário, que tem como ponto de ligação o quilómetro 739 do CFM, tem uma extensão de 8,5 quilómetros e um porto seco, com uma área de 150 hectares e parque de manobra para a locomotiva.
Durante o acto de consignação da empreitada do ramal ferroviário para o terminal logístico da Sonangol, que vai durar seis meses, Higino Carneiro considerou que a obra constitui uma mais-valia para a província, tendo em vista que a mesma vai facilitar o transporte de combustíveis e o desalfandegamento de mercadorias.
O terminal ferroviário encontra-se actualmente no centro da cidade de Menongue, o que cria alguns transtornos ao trânsito durante o transporte de contentores, situação que se altera com o porto seco. O ramal ferroviário permite igualmente que a província diminua o transporte de combustíveis em camiões, visto que a região recebe os produtos a partir dos terminais do Huambo, Benguela e Bié.

Transportação segura


O presidente do conselho de administração do CFM, Daniel João Quipaxe, disse que a construção do ramal ferroviário, além de aumentar o fornecimento de combustível à região, assegura igualmente o seu transporte e diminui os riscos que se correm por via rodoviária.
“A melhor forma de transportar o combustível é por via ferroviária, porque não danifica as estradas, diminui os riscos de acidentes e faz com que o produto chegue em maiores quantidades”, defendeu o presidente da instituição.
O transporte do combustível da província do Namibe à cidade de Menongue, passando pelo Lubango (Huíla), permite reabastecer toda a região do Cuando Cubango e constitui um dos mecanismos para o desenvolvimento socioeconómico desta parcela do país, uma vez que o comboio pode transportar várias mercadorias em grandes quantidades e a preços muito acessíveis.
O número elevado de utentes dos serviços do CFM leva, a partir do mês de Agosto, os comboios a fazer frequência diária no Cuando Cubango, deixando de ser semanal.
Para além destas acções, o presidente do conselho de administração do CFM disse estar em carteira um projecto de construção de um ramal ferroviário, com mais de 300 quilómetros, partindo da comuna de Tchamutete (Huíla) até à fronteira com a Namíbia. Neste momento, estão a ser feitos estudos e criadas as condições para o arranque das obras da futura ligação ferroviária. Além da construção de ramais ferroviários, estão a ser construídos em Menongue cerca de 150 apartamentos para os funcionários da empresa.

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