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Os perigos das crianças brincarem nos charcos

Lourenço Bule | Menongue

Das quase 14 mil crianças assistidas desde Setembro no Hospital Pediátrico de Menongue, morreram 314 por malária, doenças diarreicas agudas, sarampo e malnutrição, revelou a d­­­irectora do estabelecimento.

Elsa Nkalenga referiu que o número de mortes tende a subir, principalmente na época chuvosa, por culpa dos pais que deixam as crianças brincar nos charcos e lagoas e que apenas recorrem ao hospital depois da situação atingir um ponto crítico.
Os medicamentos essenciais têm sido entregues a tempo, mas, lamentou, são insuficientes para atender diariamente mais de 135 crianças, das quais 16 em média acabam por ficar internadas.
Além da insuficiência de medicamentos essenciais, Elsa Nkalenga disse que a unidade carece de água potável, pelo que tem de recorrer a cisternas para abastecer o tanque de mais de 30 mil litros, de energia eléctrica, médicos e enfermeiros.
O hospital, acrescentou Elsa Nkalenga, tem capacidade para internar 55 crianças, o que se tem revelado insuficiente e obriga por vezes algumas delas a ficarem no corredor.
O Hospital Pediátrico de Menongue tem cinco médicos e 66 enfermeiros.

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