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Parques nacionais têm mais vigilância

Carlos Paulino| Menongue

Os abates de elefantes nos parques nacionais de Luiana (Rivungo) e Luengue (Mavinga), no Cuando Cubango, que por ano rondavam as 30 cabeças, baixou consideravelmente em 2014, com apenas o registo de uma ocorrência, informou o chefe do Departamento Provincial do Ambiente.

Elefantes estão agora melhor protegidos
Fotografia: Carlos Paulino| Menongue

Júlio Bravo disse que as acções dos caçadores furtivos também reduziram nas reservas e coutadas da província desde 2013, com o patrulhamento constante dos 148 fiscais ambientais, equipados com tecnologia moderna que, além da acção coerciva também efectuam actividades de aconselhamento dos camponeses que se dedicam ao abate anárquico de árvores para o fabrico de carvão.
Em Outubro do ano passado, de caçadores furtivos da Zâmbia apareceram no parque nacional do Luiana (Rivungo), onde abateram um elefante e quando se preparavam para extrair o marfim, foram surpreendidos por uma patrulha de fiscais ambientais. Abandonaram, durante a fuga, duas espingardas, carregadores e  dinheiro zambiana. Ainda no dia 14 deste mês de Janeiro, oito caçadores furtivos, não identificados, tiveram  uma troca de tiros com elementos da Polícia de Guarda Fronteira, na região de Buabuata. Na fuga deixaram para traz 18 pontas de marfim, munições, duas mochilas e quatro cantis de água.
 “Neste momento contamos com homens e meios com capacidade suficiente para evitar os actos de vandalismo na região, sobretudo nos parques nacionais de Luiana e d Luengue, onde os caçadores furtivos namibianos e zambianos invadem pela calada da noite o território angolano para destruir a fauna e a flora do Cuando Cubango”, disse o chefe do Departamento Provincial do Ambiente.
O sector do Ambiente na província exige o cumprimento da legislação e vai responsabilizar criminalmente todos os cidadãos que forem apanhados a abater ilegalmente um animal ou uma árvore.
 A Lei prevê uma pena que vai de seis a 12 anos de prisão, de acordo o dano provocado mais a respectiva multa. Júlio Bravo condenou a atitude dos que se dedicam ao abate indiscriminado da fauna e da flora, o que pode comprometer a floresta, o que dá lugar à erosão dos solos e alterações climáticas, à emigração ou fuga dos animais, entre outras acções negativas que põem em perigo a biodiversidade e a qualidade da vida na Terra.
O chefe do Departamento Provincial do Ambiente apelou  às populações que vivem nas comunidades rurais a denunciarem às autoridades todo o tipo de prática que tem a ver com o abate indiscriminado da fauna e da flora.

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