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Parteiras tradicinais apredem técnicas para melhorar a assistência ao parto

Carlos Paulino | Menongue

Seminário de formação de formadoras

  Ao todo, 50 parteiras tradicionais do município de Menongue, frequentam, desde ontem, um seminário de formação de formadoras sobre qualidade de assistência ao parto domiciliar, promovida pela Direcção Provincial da Família e Promoção da Mulher em parceria com a Direcção Provincial da Saúde.
Durante dois dias, as participantes abordam temas como a importância da parteira tradicional nas comunidades e no sistema de saúde, higiene, atenção ao parto pré-natal, assistência do parto e cuidados com o recém-nascido e amamentação e vacinação.
O director provincial da Saúde no Kuando-Kubango, Fernando Cassanga, no acto de abertura, realçou que, com a realização desta formação, vai passar a haver maior aderência das mulheres às consultas pré-natal e pós-natal, contribuindo para um parto domiciliar de qualidade e para a redução do número de abortos induzidos, de lacerações no trajecto do parto, redução do tétano neo-natal, de sífilis congénitas e da morbilidade e mortalidade materna nas comunidades. />“As parteiras tradicionais, a partir deste seminário, terão, ainda, o papel crucial de mobilizar as mulheres em idade fértil para as consultas pré e pós-natal, planeamento familiar, vacinação, mobilização para parto institucional, cuidados com recém-nascidos e amamentação exclusiva”, disse.
Fernando Cassanga afirmou que as complicações durante a gravidez e parto constituem as principais causas de doenças e mortes nas mulheres, o que contribui para o aumento da pobreza e a diminuição da qualidade de vida das populações.
Lamentou o facto do aumento do registo de óbitos materno registar maior número de crianças órfãs, o que “promove o sofrimento humano e um pesado fardo financeiro e social para sociedade”.
O responsável da saúde referiu que o “retardamento em ir a uma unidade sanitária, a falta de poder de definição da mulher sobre a sua própria saúde, a ignorância e o pouco envolvimento dos líderes comunitários contribuem para o elevado índice de mortalidade materna na província”.

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