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Patrões são acusados de violação das normas

Weza Pascoal | Menongue

O director do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional no Cuando Cubango, disse que a sua instituição é ignorada na contratação da força de trabalho e acusou algumas empresas, sobretudo do sector privado, de violarem deliberadamente as normas estabelecidas pelo Executivo sobre esta matéria.

Vários jovens formados nos pavilhões e centros de artes e ofícios do Cuando Cubango estão à disposição do mercado de trabalho
Fotografia: Carlos Paulino

Ernesto Kemba disse que os regulamentos estabelecem que qualquer entidade empregadora que necessite de força de trabalho deve contactar em primeira instância os centros de emprego locais, mas a maior parte das empresas não observa esta disposição legal e como resultado a prestação de maus serviços vem à tona, em prejuízo da maioria.
Segundo Ernesto Kemba, apesar de tudo, há ligeiras melhorias, atribuindo mérito às empresas Zagop, Edifer, NNN-Engenharia e a Imbondex, que, de forma tímida, têm ajudado no combate ao desemprego, ao fazerem recurso aos serviços provinciais do Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional.
Ernesto Kemba realçou que no Cuando Cubango o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional possui um centro integrado e uma unidade móvel em Menongue, pavilhões de artes e ofícios no Cuchi e Cuito Cuanavale, que, no decurso de 2014, deram formação a1.287 jovens, 877 dos quais concluíram com êxito. Há registo de 220 jovens formados no curso de informática, 164 em electricidade, 127 em mecânica, 84 em agricultura, 60 em canalização, 44 em alvenaria, 38 em secretariado e gestão,30 em corte e costura, 28 em serralharia, 25 em contabilidade, 23 em carpintaria, 19 em Inglês e 15 em culinária e pastelaria.
Ernesto Kemba disse que centenas de jovens aderem aos diversos cursos de formação profissional, razão pela qual em 2015 o Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional tem como prioridade a construção de dois pavilhões de artes e ofícios nos municípios do Calai e Mavinga e um centro de empreendedorismo em Menongue.
Está também prevista a criação de um núcleo de formação de formadores na província, que vai ajudar a corrigir as debilidades que enfrentam e qualificar os novos formadores que vão trabalhar pela primeira vez nos centros integrados de artes e ofícios.
“Em 2015 queremos levar os conhecimentos profissionais aos nossos jovens e adultos activos, no sentido de contribuírem para o crescimento e desenvolvimento da nossa província, por isso temos que ter indivíduos capazes em todas as áreas do saber para responderem às dificuldades que encontramos em todos os domínios” disse.
O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional no Cuando Cubango conta com 72 formadores, um número que considerou ínfimo para dar resposta à procura dos cidadãos que afluem em massa aos centros de formação profissional e às unidades móveis, para fazerem um curso.
Ernesto Kemba defendeu a necessidade de serem construídos centros de formação profissional em todos os municípios da província do Cuando Cubango, para diminuir o número de jovens desempregados.
Apontou ainda a aquisição de material didáctico para a concretização de aulas práticas, a falta de formadores, abastecimento de água, energia, computadores, Internet, bibliotecas e meios de transporte. “A formação profissional deve criar nos formandos o dinamismo e a criatividade, de forma a aumentar a eficiência do trabalho”, disse.

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