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Pediatria da cidade de Menongue está sem espaço

Nicolau Vasco| Menongue

O Hospital Pediátrico de Menongue, construído para uma capacidade de 35 camas, está actualmente sem espaços de internamento, o que faz com que muitos pacientes sejam atendidos nos corredores da instituição.

Nos corredores do hospital foram colocadas mais camas para atender doentes situação que não ajuda o processo de melhoria
Fotografia: Nicolau Vasco| Menongue

A directora do Hospital, Elsa Calenga, disse que ultimamente a pediatria chega a internar mais de 80 pacientes com quadros clínicos graves, sobretudo com problemas ligados à malária, doenças diarreicas e respiratórias agudas, sarampo e má nutrição.
Nos corredores do Hospital foram colocados mais de 50 camas para atender as crianças internas, situação que não ajuda o processo de melhoria e assistência médica e medicamentosa. A situação de superlotação no Hospital é grave e contribui para o fraco desempenho dos técnicos de saúde.
Face à limitação de espaços, são internados apenas pacientes com patologias muito graves e os que não apresentam perigo regressam a casa depois de assistidos, beneficiando apenas de tratamento ambulatório. O banco de urgência do hospital atende diariamente nesta altura do ano mais de 150 crianças, com 80 por cento dos casos diagnosticados com malária, doenças respiratórias e diarreias agudas. O Hospital tem registado um aumento considerável de casos, com mais 14 ocorrências no banco de urgência em relação ao terceiro trimestre de 2013. O banco de urgência registou 4.281 pacientes no terceiro trimestre de 2013, enquanto este ano foram atendidas 4.295 crianças.
Nos últimos três meses deste ano foram registados 77 casos de crianças, com idades compreendidas entre os nove meses e os seis anos, com má nutrição, na sua maioria provenientes dos bairros periféricos do município de Menongue e do Cuchi.

Obras de ampliação

Para minimizar as dificuldades vividas actualmente estão a ser feitos trabalhos de ampliação, o que vai permitir o aumento de salas de internamento. O Hospital passa a dispor de 100 camas, além de beneficiar de um muro de vedação, com vista a garantir melhor segurança ao edifício.
A falta de espaço não é o único problema da unidade sanitária. A instituição tem também carência de técnicos, pois conta apenas com cinco médicos, entre angolanos, cubanos e russos, e 64 enfermeiros.

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