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Polícia aperta o cerco à caça furtiva

Carlos Paulino| Menongue

O comandante da Polícia de Guarda Fronteira, comissário-chefe António Pedro Candela, anunciou ontem, na cidade de Menongue, a criação de sete novos destacamentos para melhor reposicionamento dos efectivos da corporação na orla fronteiriça com a Zâmbia.

Protecção da fauna salvaguarda espécies
Fotografia: JA

Há um aumento da caça furtiva e da pesca ilegal de cidadãos zambianos na localidade do Luiana, município do Rivungo.
Pedro Candela, que falava à imprensa no final da sua visita de 12 dias à província do Kuando-Kubango, disse que a criação destes novos postos de destacamentos da Polícia de Guarda Fronteira vai poder corresponder melhor às necessidades de protecção da fauna na fronteira com a Zâmbia.
“A situação actual na fronteira com a Zâmbia é ainda preocupante, tendo em conta a presença de caçadores furtivos zambianos, sobretudo na localidade do Luiana, onde têm estado a abater muitos animais, principalmente elefantes para o comércio de marfim, e a realizar pesca ilegal neste corredor”, disse. Considerou muito mais calma a situação na fronteira com a Namíbia, onde há uma estreita cooperação com a Polícia de Guarda Fronteira daquele país. A única preocupação, disse, prende-se com o corte de capim no território angolano por cidadãos namibianos, que o utilizam para a cobertura de residências, vedação de quintais e jangos.
Pedro Candela disse que foram baixadas orientações aos efectivos da corporação no sentido de pôr cobro a este tipo de acções no território nacional.
O comissário fez saber que a Polícia de Guarda Fronteira tem na província do Kuando-Kubango 27 postos fronteiriços, duas unidades e três subunidades nos municípios do Cuangar, Calai, Dirico e Rivungo, localidades fronteiriças com a Namíbia e Zâmbia. Mas já foram dadas instruções para a criação de mais sete postos de destacamentos para corresponder às necessidades de protecção da fronteira com os dois países.

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