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População abandona sede municipal por causa do aumento das ravinas

Carlos Paulino| Cuito Cuanavale

Milhares de habitantes do Cuito Cuanavale estão a abandonar as casas e a refugiarem-se nas lavras devido à propagação de várias ravinas que ameaçam engolir a vila.

As ravinas estão a progredir em direcção a várias infra-estruturas de carácter social
Fotografia: Nicolau Vasco| Cuito Cuanavale

Milhares de habitantes do Cuito Cuanavale estão a abandonar as casas e a refugiarem-se nas lavras devido à propagação de várias ravinas que ameaçam engolir a vila.
O administrador municipal disse, na quarta-feira, que “se não houver uma intervenção imediata, a situação piora ainda mais, pois as ravinas estão a progredir em direcção a várias infra-estruturas de carácter social e cultural”.
O memorial em honra aos heróis da batalha do Cuito Cuanavale, o aeroporto, o hospital, a central de energia, uma escola do ensino primário, a administração e uma antena de telemóvel são algumas das infra-estruturas ameaçadas pelas ravinas.
As fortes chuvas que se fazem sentir podem agravar, ainda mais, a situação, o que tem levado muitos habitantes a abandonarem as casas, na sede municipal, e a irem para as matas, onde acreditam que correm menos perigo.
O administrador Joaquim Cantema afirmou que as ravinas ainda não provocaram grandes danos, mas alertou que caso não haja uma intervenção para travar a sua progressão, podem registar-se prejuízos enormes. Dada a gravidade da situação, referiu, a administração já contactou o governo da província, mas foi informada que a situação depende do Executivo.
O administrador disse que não é possível saber quantas ravinas o município tem, mas referiu a conhecida por “tira sono”, que se dirige para a antena da Unitel e edifícios da administração municipal, do hospital e de uma escola do ensino primário.
A outra, afirmou, é a “Capotungo”, que vai em direcção ao aeroporto e ao memorial dos heróis da batalha do Cuito Cuanavale.

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