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População recebe lotes para a auto-construção

Lourenço Bule | Menongue

Um total de 2.034 lotes de terrenos, dos mais de 4.000 previstos para a auto-construção dirigida de casas e de outros empreendimentos, começaram a ser distribuídos, desde ontem, na reserva fundiária de Mupambala, arredores de Menongue, numa cerimónia presidida pelo vice-governador para o sector Económico e Produtivo, Ernesto Kiteculo.

Além de casas o projecto prevê a construção de várias infra-estruturas de impacto social
Fotografia: Edições Novembro

O projecto, a ser desenvolvido numa área com mais de 800 hectares, além da construção de residências, vai contar  com serviços básicos como escolas, unidades sanitárias, lojas, creches, posto policial, campo multiusos, arruamentos, sistemas de fornecimento de água potável e de energia eléctrica, espaços verdes, entre outras infra-estruturas sociais.
A administradora adjunta de Menongue para o sector técnico e infra-estrutura, Cármen Chamba, refere que a implementação deste projecto faz parte das estratégias que dão resposta às preocupações relacionadas com a falta de habitação que ainda afecta a população.
Cármen Chamba salientou que os projectos e programas de entrega de lotes de terrenos para auto-construção dirigida vão desafogar o centro da cidade e requalificar o município. Após a assinatura do contrato promessa e do pagamento dos lotes, os beneficiários recebem o direito de superfície, croquis de localização, licença de construção e vedação, bem como a planta da residência do tipo T-3 e T-4, que devem edificar. A administradora explicou ainda que os lotes de terreno em distribuição são de 20 por 25 metros, de 25 por 30 metros e 30/30 metros quadrados.
Sem avançar o valor estipulado por cada lote, Cármen Chamba disse que o referido projecto vai contribuir para a requalificação da cidade de Menongue, acabar com as construções anárquicas e a venda ilegal de terrenos por parte das autoridades tradicionais.
O director provincial do Urbanismo e Ambiente, Afonso Calei, disse que, numa primeira fase, o referido espaço vai contar com mais de duas mil casas do tipo T3 e T4, de baixa, média e alta renda, além de várias outras infra-estruturas de carácter social.

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