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Profissionais pedem apoio para criação de empresas

Weza Pascoal|Menongue

Centenas de jovens da província do Cuando Cubango que durante nove meses frequentaram uma acção formativa, no Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP), solicitaram apoio do Governo  no fornecimento de kits de carpintaria, alvenaria, canalização, corte e costura, electricidade, informática, mecânica, culinária, pastelaria e serralharia para  o fomento do auto-emprego.

Empreendedores querem meios para criar pequenas empresas de prestação de serviços
Fotografia: Nilo Mateus ( Cuanza-Norte)| Edições Novembro


Mário Dala, finalista do curso de serralharia, disse que o mercado de trabalho na província do Cuando Cubango é muito pobre, pois a maior parte das empresas privadas fecharam as portas por causa da crise. O governo, acrescentou, não pode empregar toda a gente, então a solução passa pela aquisição de kits profissionais para reforçar as acções do empreendedorismo. Mário Dala disse que muitos jovens formados no INEFOP nas edições anteriores continuam sem trabalhar, por falta de oportunidades de emprego, “razão pela qual se apela aos governos da província e central, no sentido de continuar com as políticas de potenciar a juventude com instrumentos de trabalho, para que possa garantir o sustento das famílias e a criação de mais postos de trabalho”.
Manuel Lázaro, formado no curso de contabilidade, partilha da mesma ideia, e acrescentou que durante o período de formação não realizaram os habituais estágios, porque as empresas de construção civil Zagop, Edifer e a Imbondex que assim procediam, a custo zero, encerraram devido a dificuldades financeiras.
Manuel Lázaro adiantou que em qualquer ramo de formação a prática é o critério da verdade e se continuarmos assim durante muito tempo os conhecimentos teóricos adquiridos durante a formação acabam por se esfumar. Por este motivo solicitamos ao Executivo a atribuição de kits profissionais de acordo com a área de formação de cada jovem”, por ser uma janela de oportunidades para a geração de outros empregos.
“Nota-se uma vontade férrea dos jovens em materializar os conhecimentos adquiridos ao longo do ciclo formativo, para darem o seu contributo na promoção do empreendedorismo, criando projectos que venham alavancar a economia da província do Cuando Cubango, mas se não tivermos apoios é um esforço perdido”, disse Manuel Lázaro.

Encerramento de curso
O Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional (INEFOP) na província do Cuando Cubango lançou, na semana finda, no mercado de trabalho, 759 jovens que frequentaram cursos profissionais nas áreas de alvenaria, canalização, contabilidade e gestão, carpintaria, corte e costura, electricidade, inglês, informática, mecânica, culinária, pastelaria, secretariado e gestão e serralharia. 
O chefe dos serviços provinciais do INEFOP, Simão Inácio, que falava no acto de encerramento do ciclo formativo 2017 informou que dos 1.022  jovens matriculados 263 desistiram para integrar as brigadas de registo eleitoral, agentes de educação cívica eleitoral e membros das assembleias de voto durante o processo eleitoral de 2017.
Simão Inácio disse que o Cuando Cubango possui um centro integrado de formação profissional em Menongue, um centro de formação profissional no Cuito Cuanavale e outro no Cuchi que até a data já formaram milhares de jovens, muitos dos quais com o seu saber e criatividade trabalham no desenvolvimento da província.
Segundo a directora provincial em exercício dos Serviços da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social (APTSS), Paciência Cândida Segunda, o actual contexto do país revela que a formação profissional desempenha um papel fundamental e decisivo na qualificação e valorização da mão-de-obra nacional, que deve servir de suporte para as políticas de diversificação da economia.

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