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Projecto Okavango/Zambeze tem plano de desenvolvimento

Carlos Paulino | Menongue

O plano de desenvolvimento do projecto Okavango/Zambeze, denominado “KAZA”, que integra os cinco países da região Astral de África - Angola, Zâmbia, Zimbabwe, Namíbia e Botswana - foi apresentado, na quinta-feira, em Menongue, pela componente angolana. 

A vice-governadora Verónica Mutango presidiu o acto de apresentação do plano
Fotografia: Nicolau Vasco | Menongue

 
O plano de desenvolvimento do projecto Okavango/Zambeze, denominado “KAZA”, que integra os cinco países da região Astral de África - Angola, Zâmbia, Zimbabwe, Namíbia e Botswana - foi apresentado, na quinta-feira, em Menongue, pela componente angolana.

O projecto KAZA tem como objectivo a implementação do turismo inter fronteiriço entre os Estados, a fim de contribuir, a breve trecho, para o desenvolvimento socioeconómico e cultural da região Astral, em particular de Angola.
Do lado angolano o projecto abrange as coutadas e reservas naturais do Longa, Luiana e Mucusso, no Kuando-Kubango, sendo necessário que as autoridades daquelas regiões estejam sensibilizadas para a importância socioeconómicas e culturais do programa.
O coordenador executivo do projecto KAZA disse, para a concretização deste tão sonhado programa, a componente angolana tem como propósito apresentar às autoridades locais o plano de acção e de estratégias introduzidas para a protecção e gestão sustentável dos recursos hídricos.
José Nzinga garantiu que, dentro de um mês, a componente angolana vai apresentar o documento final que permite traçar o desenvolvimento da região.
“A finalidade do plano de desenvolvimento integrado para a componente angolana da área de conservação transfronteiriça do projecto Okavango/Zambeze é planear o crescimento responsável e sustentável, em conformidade com os outros países signatários do memorando de entendimento”, afirmou José Nzinga .
O plano integrado de desenvolvimento do projecto Okavango/Zambeze, salientou, vai culminar com um plano director.
 A vice-governadora do Kuando-Kubango para área económica, Verónica Mutango, considerou que “este ambicioso projecto constitui uma mais-valia” para os países e povos das áreas abrangidas, pois vai criar imensas possibilidades de integração socioprofissional dos seus habitantes.
 José Nzinga referiu que para a concretização do projecto é necessário que se possa incrementar a mobilização dos recursos financeiros, materiais e humanos para se realizar um trabalho de desminagem à altura da dimensão do programa, tendo em vista a livre circulação de pessoas e bens. Verónica Mutango assegurou que o governo provincial do Kuando-Kubango estará receptivo a todas iniciativas e programas que visem, a breve trecho, tornar a implementação deste projecto num facto.

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