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Protecção Civil criou um espaço para alojar as vítimas da chuva

Carlos Paulino | Menongue

A Comissão Provincial da Protecção Civil do Kuando-Kubango criou, na quarta-feira, na regedoria do Mwene Vunongue, arredores da cidade de Menongue, uma área para alojar as vítimas das chuvas, que perderam as casas, e, também, pessoas que vivem em locais de risco.

A Comissão Provincial da Protecção Civil do Kuando-Kubango criou, na quarta-feira, na regedoria do Mwene Vunongue, arredores da cidade de Menongue, uma área para alojar as vítimas das chuvas, que perderam as casas, e, também, pessoas que vivem em locais de risco.
O espaço tem 105 metros de largura e 175 de comprimento. Numa primeira fase, vão ser realojadas 51 famílias, que viviam bairros Licuvi, Feira e Munbué, das 141 que são vítimas das chuvas, no município de Menongue.   
No espaço já estão a ser montadas algumas tendas para, posteriormente, a administração municipal seleccionar as famílias que vão beneficiar de realojamento.
O coordenador da Comissão Executiva Provincial da Protecção Civil, Francisco Mateus Domingos, disse que a maior preocupação reside no realojamento das vítimas das chuvas e no facto de certas pessoas insistirem em viver em zonas de risco.
“A primeira preocupação é o realojamento dos sinistrados, pois as chuvas que se abateram na província do Kuando-Kubango, em particular no município de Menongue, provocaram vários prejuízos, desalojando muitas famílias”, afirmou.
Francisco Domingos garantiu que as condições de saúde e de água potável estão criadas para a população, bem como imputes agrícolas, tendo em conta que a área é fértil.
O coordenador da Comissão Executiva enalteceu os esforços do Governo Central, Comissão Nacional e Provincial de Protecção Civil e do Ministério da Assistência e Reinserção Social (MINARS), que, frisou, “tudo têm feito para apoiar os sinistrados”.
O rei Mwene Vunongue garantiu às famílias sinistradas que vierem na sua regedoria que vão ser bem acolhidas, uma vez que a localidade tem poucos habitantes.
Na região, afirmou, está a ser construída uma escola, de quatro salas de aulas, faltando depois um posto de saúde.
Mwene Vunongue disse às famílias que devem dedicar-se à agricultura “porque a área é muito fértil e as pessoas não devem só depender do apoio da Protecção Civil”. 

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