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Províncias da Huíla e Kuando-Kubango caminham juntas na luta contra a fome

Arão Martins | Cuchi

As autoridades administrativas do Cuchi, na província do Kuando-Kubango, e as administrações do leste da Huíla garantiram, na sexta-feira, que vão cooperar, cada vez mais, nas acções de combate à fome e à pobreza.

As autoridades administrativas do Cuchi, na província do Kuando-Kubango, e as administrações do leste da Huíla garantiram, na sexta-feira, que vão cooperar, cada vez mais, nas acções de combate à fome e à pobreza.
O compromisso foi assumido, durante uma visita ao Cuchi, do governador da província da Huíla, Isaac dos Anjos.
A administradora do Cuchi disse que o governo provincial do Kuando-Kubango desenvolve, naquele município, um conjunto de acções de combate à fome e à pobreza, principalmente nos sectores da educação e da saúde.
Teresa Itumba afirmou que foram já construídas 12 escolas, primárias e secundárias do primeiro ciclo, o que permitiu, nos últimos quatro anos, inserir mais de 24 mil crianças no sistema normal de ensino.
Apesar destes esforços, ainda há, no município, mil crianças fora do sistema de ensino, frisou, adiantando que para resolver a situação decorre um programa de construção de escolas de quatro e seis salas.
 O município tem 306 professores, número que a administradora considera reduzido para as necessidades. As autoridades administrativas, sublinhou, estão a trabalhar para admitir mais professores nas três comunas.
Quanto ao sector da saúde, disse que o município regista avanços significativos.
Para melhorar a assistência médica e medicamentosa, lembrou, foi construído, em tempos, um hospital municipal com capacidade para 30 camas, que beneficia, agora, de obras de ampliação. Cuchi tem 37 enfermeiros e o corpo clínico vai ser reforçado com quatro médicos.
Teresa Itumba recordou que a circulação do comboio do Caminho-de-Ferro de Moçâmedes, no troço Namíbe/Kuando-Kubango, vai trazer grandes benefícios às populações da região, como o transporte de pessoas e de bens.
O transporte de mercadorias, actualmente, é feito em viaturas, o que não permite grandes carregamentos.

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