Províncias

Quadros actualizam procedimentos

Nicolau Vasco | Menongue

As autoridades sanitárias da província do Kuando-Kubango estão preocupadas com os casos de resistência da malária em pacientes que, mesmo depois de tomarem os medicamentos receitados para combater a doença, voltam a queixar-se dos mesmos sintomas.

Nos últimos meses deste ano foram registados em algumas províncias vários casos de malária e dengue que resultaram em mortes
Fotografia: Nicolau Vasco | Menongue

Por essa razão, o Ministério da Saúde promoveu, em Menongue, um seminário de actualização dos efectivos em matéria de vigilância epidemiológica, diagnóstico, manuseamento e tratamento de casos de malária e dengue.
O director provincial da saúde no Kuando-Kubango, Fernando Cassanga, disse que já foram enviadas para os laboratórios de Luanda, amostras de sangue de alguns pacientes diagnosticados com o problema de resistência da malária, para poder determinar, com exactidão, as razões que levam os pacientes a queixar-se das mesmas dores, mesmo depois de serem medicados.
Durante o seminário, dirigido aos médicos, enfermeiros e técnicos de laboratório, Lutumba Agostinho, quadro superior do Ministério da Saúde, explicou as diferentes facetas do plasmódio causador da malária e da dengue, doenças que são transmitidas aos humanos através do mosquito.
O responsável fez algumas demonstrações práticas sobre a doença e como as autoridades sanitárias devem orientar a população a proteger-se da picada dos mosquitos, de modo a evitar-se a multiplicação das larvas em redor das zonas de residência e como deve ser tratado um paciente infectado com malária ou dengue.
A dengue, referiu, é uma doença nova em Angola, transmitida através da picada do mosquito, cuja pessoa infectada começa a delirar com febres altas, que chegam a atingir os 40 graus, dores de cabeça muito fortes, dores nos olhos, nas articulações, nos músculos, nos ossos e borbulhas na pele, entre outros sintomas.
O coordenador do Programa Na­cional de Emergência de Saúde Pública, Lutumba Agostinho, referiu que, de Março a Julho, foram registadas nas províncias de Luanda, Malange, Kwanza-Sul e Uíge, 1.008 casos de dengue, que resultaram em 233 internamento e dez em óbito. O director provincial da Saúde, Fernando Cassanga, disse que o Kuando-Kubango ainda não registou qualquer caso da dengue, mas alertou as autoridades centrais sobre o estado de vulnerabilidade em que se encontra a província, devido à falta de meios de diagnóstico da doença que, em caso de atingir esta região, pode ser complicada para uma população que já está abraços com os casos de malária. Ainda assim, todas unidades sanitárias da província ­receberam ­ordens no sentido de elaborarem, todos os dias, um boletim epidemiológico e enviarem amostras de sangue de todos os casos suspeitos para Luanda, enquanto se aguarda o apetrechamento do laboratório principal, do Hospital Geral da província.
No Kuando-Kubango, durante o ano passado e primeiro semestre de 2013, foram feitas um total de 43.684 consultas externas a pacientes infectados com malária, que resultou na morte de pouco mais de 850 pessoas, das quais 331 adultos.

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