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Ravina ameaça ligação entre Cuito e Menongue

José Chaves | Andulo

A circulação rodoviária entre as províncias do Bié e do Cuando Cubango pode ser interrompida a qualquer momento, devido à progressão de uma ravina de grande dimensão na Estrada Nacional 140, mais concretamente no município do Chitembo, Bié, informou ontem, à Rádio Nacional de Angola, o director provincial das Obras Públicas do Bié, Salomão Pascoal.

A progressão da ravina pode criar constrangimentos ao trâfego rodoviário na região
Fotografia: Jaimagens/fotógrafo

Segundo Salomão Pascoal, o organismo de tutela não tem recursos para travar o avanço da ravina, apesar de ter informado inúmeras vezes à estrutura central em Luanda, sobre a iminente interrupção da referida via. "Já comunicamos várias vezes à estrura central em Luanda sobre o estado da ravina, mas ainda não recebemos resposta positiva", frisou o responsável. 
Salomão Pascoal mostrou-se ainda preocupado com a intensidade das chuvas que se fazem sentir nos últimos dias na localidade de Chitembo, considerando que uma eventual inundação pode “complicar ainda mais a situação”. 
“Identificamos a ravina na Estrada Nacional 140. É uma grande ameaça ao corpo transversal do troço que liga o trajecto entre os municípios  do Chitembo, na  província do Bié e o de Menongue, no Cuando-Cubango. Aqui no Bié estamos muito preocupados com o avanço da ravina, mas nada podemos fazer senão esperar que Luanda disponibilize verbas para solucionarmos o problema”.

Celeridade nas obras
Automobilistas que circulam na Estrada Nacional  n.º 140, entre o Cuito e o Andulo, passando por Cunhinga, pedem às autoridades que concluam com urgência os trabalhos de reabilitação da via, devido ao seu avançado estado de degradação.
Em declarações ao Jornal de Angola, os automobilistas alertaram para a necessidade de uma intervenção no troço de 130 quilómetros de estrada, cuja degradação compromete o desenvolvimento da localidade.
O automobilista Artur Lusitano adiantou que o mau estado da estrada tem dificultado a circulação e provocado danos às viaturas, tendo referido ser imperioso que as estruturas de direito resolvam a situação, tendo em conta o período chuvoso.
Para o camionista Augusto Domingos, a situação da estrada é crítica, visto que o mau estado tem impedido que haja investimentos na região. “Os buracos que surgem na estrada vão aumentando diariamente, sem nenhuma intervenção de quem de direito”, lamentou.
O taxista João Canjaia, que percorre diariamente o troço Cuito/Andulo, lembrou que as viaturas que fazem regularmente o percurso sofrem avarias constantes, devido ao mau estado da estrada.
“Mesmo a chover muito é preciso fazer alguma coisa para garantir a circulação de pessoas e bens”, afirmou. O estado em que está o troço também prejudica os habitantes da Nharea, 46 quilómetros do Andulo.
A reabilitação do troço Andulo-Cuito, na Estrada Nacional número 140, começou em 2010, mas tem registado inúmeras interrupções.
Apesar da situação, o tráfego rodoviário é movimentado. Desde o início das obras foram reabilitados apenas 65 quilómetros, porque os trabalhos, a cargo da empresa Planasul, têm sofrido várias interrupções.  
 
Terras para a produção

Um total de 65 hectares foram distribuídos este mês às famílias camponesas, no município do Chitembo, 150 quilómetros a sul da cidade do Cuito, no âmbito da campanha agrícola 2017-2018.
A distribuição de terras aos camponeses tem como objectivo impulsionar os camponeses a optarem pela agricultura familiar e combater a pobreza, disse o director municipal da agricultura, Faustino Sachilembo.
Para a campanha agrícola 2017/2018, o sector da agricultura na circunscrição dispõe de 296 toneladas de fertilizantes, 180 enxadas, catanas e outros instrumentos de produção, bem como diversas sementes melhoradas, segundo Faustino Sachilembo. No âmbito da campanha agrícola 2017-2018, os camponeses do município do Chitembo desbravaram 101 hectares.
O sector da agricultura controla 77 associações e 12 cooperativas agrícolas. No município os camponeses cultivam o milho, o feijão, a mandioca, hortícolas diversas e dedicam-se também à criação de animais, caça e à pesca continental.

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