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Ravinas ganham corpo

Carlos Paulino | Cuito Cuanavale

A sede do município do Cuito Cuanavale, no Kuando-Kubango, corre o risco de ser engolida por ravinas, originadas pelas fortes chuvas.

A sede do município do Cuito Cuanavale, no Kuando-Kubango, corre o risco de ser engolida por ravinas, originadas pelas fortes chuvas.No final de semana, as chuvas destruíram por completo a repartição municipal da Educação, causando o desaparecimento de mais de 4.000 processos individuais e material didáctico. O fenómeno, caso não seja travado a tempo, ameaça ainda desalojar mais de 3.000 pessoas, que têm as residências em iminência de desabar.
 As ravinas, que têm cerca de dez metros de largura e sete metros de profundidade, estão a progredir em direcção a mais de 700 residências, edifício do palácio e administração municipal, aeroporto local e ao monumento histórico que está a ser construído para honrar os heróis da batalha do Cuito Cuanavale.
 Face à situação, uma comissão multi-sectorial, composta por membros do governo local, da direcção do Instituto Nacional de Estradas (INEA), das Obras Públicas e da construtora brasileira Zagope, chefiada pelo vice-governador da província para os serviços técnicos e infra-estruturas, Simão Baptista, trabalhou sábado no município do Cuito Cuanavale, para constatar de perto as consequências provocadas pelas ravinas. Depois de verificar os danos causados pelas chuvas, a comissão reuniu de imediato, no palácio da administração municipal, onde traçou algumas medidas paliativas para a contenção das ravinas e atenuar algumas dificuldades que, neste momento, estão a inquietar a população.
 O director provincial do INEA, António Maria, assegurou que, neste momento, estão mobilizados homens e 19 camiões basculantes, uma giratória, dois cilindros e uma pá carregadora, com vista a dar início ao trabalho paliativo para minimizar a situação.
 O responsável disse que, apesar de a situação ser muito crítica, só é possível fazer um trabalho paliativo para a contenção das ravinas, por se viver a época chuvosa e, numa primeira fase, ser necessário entulhar as áreas que dão passagem às águas das chuvas para que não aconteçam situações ainda piores.
 “Só na época seca, ou seja, no cacimbo é que podemos fazer um trabalho definitivo de forma a conter de uma vez por todas as ravinas”, lamentou o responsável.
O vice-governador da província, Simão Baptista, lembrou que já há um projecto definitivo para a contenção das ravinas no município do Cuito Cuanavale.

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